terça-feira, 15 de janeiro de 2008

O Pai do "Big Brother"


O PAI DO "GRANDE IRMÃO"

Quem inventou a expressão "grande irmão" foi o escritor George Orwell, que nasceu na Índia, em 1903.

Apesar da origem burguesa - era filho de um alto funcionário da Marinha inglesa -, Orwell revoltou-se com a política da Grã-Bretanha em relação às colônias inglesas. Sua produção literária é de cunho político.

Em um de seus livros mais famosos, o clássico 1984, Orwell profetizava uma sociedade em que todos seriam, de alguma forma, vigiados. No caso de 1984, o "grande irmão" era o Estado, que espionava incessantemente os personagens.

Mil Novecentos e Oitenta e Quatro (título original Nineteen Eighty-Four) é o título desse romance escrito por Eric Arthur Blair sob o pseudônimo de George Orwell e publicado em 8 de Junho de 1948 que retrata o cotidiano numa sociedade totalitária. O título vem da inversão do dois últimos dígitos do ano em que o livro foi escrito, 1948.

O romance é considerado uma das mais citadas obras literárias, junto com Fahrenheit 451, Admirável Mundo Novo e Laranja Mecânica. Nele é retratada uma sociedade onde o Estado é onipresente, com a capacidade de alterar a história e o idioma, de oprimir e torturar o povo e de travar uma guerra sem fim, com o objetivo de manter a sua estrutura inabalada.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

O nosso cérebro

Por Airton Luiz Mendonça (Artigo do jornal o Estado de São Paulo )

O cérebro humano mede o tempo por meio da observaçãodos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala brancavazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo. Por alguns dias, sua mente detectará a passagem dotempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo osbatimentos cardíacos,ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea. Isso acontece porque nossa noção de passagem dotempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e darepetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.Compreendido este ponto, há outra coisa que você temque considerar:

Nosso cérebro é extremamente otimizado.Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentospor dia.Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebrotivesse que processar conscientemente tal quantidade. Por isso, a maior parte destes pensamentos éautomatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto,quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitosrecursos para compreender o que está acontecendo.

É quando você se sente mais vivo.

Conforme a mesma experiência vai se repetindo, elevai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas.Se você entendeu estes dois pontos, já vaicompreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parecemuito complicado,nossa atenção parece ser requisitada ao máximo. Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhandoos semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.

Como acontece?
Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente);O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suasexperiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência). Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menospara a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa... São apagados de sua noção de passagem do tempo...Quando você começa a repetir algo exatamente igual,a mente apaga a experiência repetida.

Conforme envelhecemos, as coisas começam a serepetir -as mesmas ruas,pessoas, problemas, desafios, programas detelevisão, reclamações...enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.

Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizero que tivemos de novidade na semana, no ano ou, paraalgumas pessoas,na década.Em outras palavras, o que faz o tempo parecer queacelera é a...

ROTINA

Não me entenda mal. A rotina é essencial para a vida e otimiza muitacoisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, aolongo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.

Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).

Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo umritual, uma festa ou registros com fotos.

Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente,um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.

Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre façafestas de aniversário para eles, e para você (marcando oevento e diferenciando o dia).

Use e abuse dos rituais para tornar momentosespeciais diferentes de momentos usuais.

Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodasdisso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura desua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.

Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesmacor, faça diferente.Beije diferente sua paixão e viva com ela momentosVá a mercados diferentes, leia livros diferentes,busque experiências diferentes.Seja diferente.Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiveraposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos..... em outras palavras...... V-I-V-A. !!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, otempo vai parecermais longo.E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguémdisposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito maislongo, muito mais interessante muito mais v-i-v-o... do que amaioria dos livros da vida que existem por aí.

Cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, comreligiões diferentes e que gostam de comidas diferentes. Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é? Boa sorte em suas experiências para expandir seutempo, com qualidade,emoção, rituais e vida.

E S CR EVA emtAmaNhos diFeRenTes e em CorESdi f E rEn tEs !CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE,REINVETE.....

V I V A !!!!!!!!

João Airton de Almeida Monteiro

Airton foi presidente da AFA de 1.988 a 1.989. É um empresário de sucesso no Ceará, notadamente no ramo da prestação de serviços. Casado com Eliane e pai de Eliana, Eline e Eveline.


A abelha


A menina foi passear de barco no lago com o pai.


Depois de umas 2 horas, ela chega em casa com o rosto inchado e chorando.


A mãe pergunta:


— O que foi isso minha filha?


— Foi uma abelha, mãe.


— E ela picou você?


— Não. Não deu tempo, o papai matou ela com o remo.

O computador e seus paradoxos


Por Marcello Pepe

O escritor Jorge Amado, autor de inúmeros romances, era um dos dinossauros da literatura que não conseguiram se adaptar ao uso do computador. Certa vez, ele afirmou que só conseguia a inspiração para escrever, quando sentava diante de sua máquina de escrever manual e sentia a pressão das teclas, o barulho dos tipos batendo no papel, a sineta ao final de cada linha. Para ele, aquilo tudo fazia parte do ritual necessário para se redigir um texto. Era o seu mantra.

Já a poeta e escritora Zélia Gattai, sua mulher, redigia seus trabalhos usando um computador pessoal com a maior destreza. Tanto que era ela a responsável por digitar todo o trabalho do ilustre marido no PC – esta máquina presente em todos os lares de classe média.Mas o computador é algo que desafia as leis da natureza. Nada do que sempre foi a regra pode se aplicar a esta paradoxal máquina do nosso cotidiano. Para todos nós, ele serviria para economizar o tempo de quem o usa, entretanto, nunca se perdeu tanto tempo diante de uma máquina como acontece no computador. Máquinas interessantíssimas, eles estão sempre tentando nos hipnotizar com seus encantos e as tantas possibilidades. É como se eu ouvisse o meu PC cantando pra mim aquela música do Fábio Jr.: “Senta aqui. Não fique assim tão triste, senta aqui.” Você quer ver outra coisa?

Este troço desafia até as leis da física. O que é que existe na natureza que, quando aquece congela? Só ele mesmo.Um outro ponto é o uso do computador para economizar papel. Claro! Tudo está na tela. Mas não é que fica melhor ler no papel? Pois é... imprime daqui, corrige dali, imprime de novo... e lá se vão 10, 15, 20 folhas de papel.

Quando eu tive o primeiro contato com um computador pessoal profissional, por volta de 1982 (o CP-500, da Prológica), o feliz proprietário apontou para o “boneco” e disse: “você está diante do futuro”. Mas que mané futuro? O troço já virou peça de museu em Nova Iorque. Você hoje compra um equipamento para estar adiantado no tempo e, em menos de 3 anos, já está obsoleto.

Conheço gente que comprou um forno de microondas há 8 anos e o forno ainda é atual, e nenhum vendedor disse que aquilo era coisa do futuro. Mas o forno, sim, ainda está presente ao hoje, que é o futuro daquele passado não muito distante.Como é que pode uma coisa dessas? Quando se fala em computador, deveria se proibir que se afirme que é algo do futuro. Necessita, no lugar, dizer que será do futuro por uns 6 meses, presente por 1 ano e meio e ultrapassado dali pra frente.De qualquer forma, tudo isto encanta pelo fato de podermos fazer parte desta geração, desta era, em que somos os primeiros a experimentar estas máquinas arcaicas que ainda precisam de nossa intervenção para agir, que não pensam por si próprias.

Quando, no verdadeiro futuro, nossos netos e bisnetos nos perguntarem como é que era naquela época em que o computador era uma ferramenta de trabalho tão complexa, tão dinâmica? Nossos olhos vão encher de lágrimas e vamos dizer: “ah, que tempos... tudo era muito mais poético... aquele teclado, aquela tela, aqueles auto-falantes. Nos sentíamos mais poderosos controlando aquilo tudo diante de nós. Os arquivos e documentos ficavam gravados no nosso computador, acredita nisso? Tinha que ligar na tomada pra funcionar. Tinha um tal de Doors, Windows, não me lembro o nome, mas lembro que travava toda hora. Era bom, pois podíamos tomar sempre um cafezinho e relaxar. Ah... bons tempos”.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Mais uma homenagem para Waldo


SEGUNDA-FEIRA, 31 DE DEZEMBRO DE 2007 FORTALEZA - CEARÁ - BRASIL

DECRETO LEGISLATIVO Nº 301 DE 26 DE DEZEMBRO DE 2007 - Denomina de Dr. Waldo Pessoa um logradouro da Avenida Sargento Hermínio, na forma que indica.

O PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE FORTALEZA, no uso de suas atribuições, que lhe são conferidas pelo art. 36, inciso IV e parágrafo único da Lei Orgânica do Município. PROMULGA:
Art. 1º - Fica denominado de DR. WALDO PESSOA um logradouro sem denominação oficial, conhecido popularmente como Pólo de Lazer da Avenida Sargento Hermínio, no Bairro Monte Castelo.
Art. 2º - Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
PAÇO DA CÂMARA MUNICIPAL DE FORTALEZA JOSÉ BARROS DE ALENCAR, em 26 de dezembro de 2007.
Agostinho Frederico Carmo Gomes - Tin Gomes - PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE FORTALEZA.

A página com o DIÁRIO OFICIAL DO MUNICÍPIO que trata do novo nome “Pólo de Lazer da Avenida Sargento Hermínio” está formatada em:

http://webmail.atarde.com.br/services/go.php?url=http%3A%2F%2Fwww.sac.org.br%2FDOM0002.htm

Maria Fernanda

Nanda pronta para comparecer a uma festa de aniversário


Abraham Lincoln - Pensamentos


"A maior parte das pessoas é tão feliz quanto resolve ser."


"Não existe nenhum caminho honrado para matar, nenhum caminho gentil para destruir. Não existe nada de bom na guerra. Exceto seu final."


"Praticamente qualquer um pode suportar a adversidade, mas se quer testar o caráter de alguém, dê-lhe poder."


"Todos os homens nascem iguais, mas essa é a última vez que o são..."

Fracasso no Casamento

Os últimos dias do ano passado foram-me particularmente gratos. Além do massudo DSB - Dicionário de Biografias Científicas, chegou também o livro de Anselm Grün, A CHANCE DE RECOMEÇAR (Verus Editora, Campinas, SP, 116 p., R$ 19,90).
É o 11º texto que traduzi desse monge-escritor. Fininho, cento e poucas páginas – mas substancioso. Ocupa-se com os fracassos a que estamos expostos e expostas – e quem não os enfrenta? -: no casamento, na profissão, na vida religiosa ou sacerdotal. E das oportunidades que o fracasso abre em nossa vida.

Carlos Almeida Pereira, Campina Grande/Pb

34. Fracasso no casamento

Existem muitas razões para um homem e uma mulher se encontrarem e casarem-se. Antes de tudo o fato de um homem apaixonar-se por uma mulher, ou vice-versa, e de o parceiro retribuir esse amor. E em algum momento esta paixão transforma-se em amor, que lhes infunde a coragem de unirem-se um ao outro para sempre. Mas quando observamos a relação de muitos casais, nós percebemos que ao apaixonar-se eles projetaram muitos traços inconscientes sobre o parceiro. Paixão sempre tem a ver com projeção. Eu me apaixono por uma pessoa que demonstra viver algo que, embora exista também em mim, foi por mim negligenciado. Quando admiro uma qualidade no outro, eu espero compartilhar com ele dessa qualidade. A tarefa consistiria em num dado momento a projeção ser retirada e eu procurar realizar em mim mesmo o que me deixa fascinado no outro. Nesse caso, da paixão surge o amor. Na paixão eu dependo do outro; no amor eu o deixo livre. Muitos perdem o momento certo de deixar a paixão pelo amor. Quando passa a paixão, também a relação se rompe. Rejeitam a tarefa de desvincular-se da projeção e de fazer vibrar em si próprio os aspectos que admiram no outro.
Com freqüência acontece um homem que não tem consciência do seu passado repetir esse mesmo passado com a mulher. O homem que não percebe a ligação materna, inconscientemente procura uma mulher que se torne para ele um sucedâneo da mãe. Ou então a mulher que perdeu o pai, e que está continuamente a sonhar com um pai, procura para si mesma no homem um sucedâneo do pai. Uma lei da psicologia diz-nos que as feridas que nós não vemos e não elaboramos tendem a se repetir. A esta lei dificilmente se consegue escapar. Nisto não há nada de mal. Pois poderia estar aí a chance de na relação com o parceiro enfrentarmos de uma forma diferente o ferimento da infância que volta a se repetir. Isto poderia nos levar ao amadurecimento. Muitos, porém, deixam-se prender na repetição do passado. Não percebem que os padrões infantis sempre voltam a repetir-se. Atribuem toda culpa ao outro, em lugar de se envolverem numa caminhada comum de desenvolvimento.
Há muitas outras razões que levam as pessoas a se aproximarem. Esta mulher não tem muito sentimento do seu próprio valor. Inconscientemente ela procura um homem forte. Deixa-se fascinar pela força e segurança manifestada por ele. Para ela isto funciona como apoio. Só muito mais tarde ela percebe que a pretensa segurança do marido é apenas a face oculta de uma grande insegurança, da incapacidade de demonstrar sentimentos e de admitir as próprias fraquezas. Inicialmente ela vive da segurança que encontrou nele. Mas pouco a pouco passa a sentir-se tutelada, deseja libertar-se da prisão em que entrou de livre e espontânea vontade, se bem que de forma inconsciente.
Um homem que jamais soube o que é segurança encontra segurança em sua parceira. Mas se ele continuar a vida toda nesse papel, um dia ela acha que é demais. Ela não pode apenas dar, precisa também receber. E para o homem, com o correr do tempo, não será suficiente encontrar em sua mulher apenas o lado maternal, a segurança do lar. Ele gostaria também de tê-la como uma parceira de igual nível, que constituísse para ele um desafio.
Um homem encontra uma mulher que o admira. Isto o deixa lisonjeado. Gostaria de manter a admiração da mulher pela vida toda. Mas alguns anos mais tarde ele já percebe que a mulher também o critica, também observa seus pontos fracos. Então ele fica decepcionado. Pois havia-se casado com uma mulher diferente, com uma mulher que o colocava num trono. Como não quer descer do trono, surge uma crise.
Uma mulher sente-se fascinada, porque é adorada pelo marido. Está certa de que ele lhe será fiel para sempre. Mas num dado momento ela sente que esta adoração é exagerada. Tem a impressão de ter-se casado não com um homem mas sim com uma criança que a admira, mas de quem ela precisar cuidar como de seus filhos carnais. Sente que não pode viver da admiração do marido. Gostaria de ter um parceiro que também a estimulasse, no qual também pudesse apoiar-se de vez em quando.
Homens ou mulheres com a típica síndrome de ajuda encontram parceiros de personalidade fraca. Deixam-se de tal forma fascinar pela própria capacidade de ajudar o parceiro que chegam mesmo a provocar a fraqueza do outro. Pois a fraqueza do outro faz com que sintam-se fortes. Passam a considerar-se como salvadores ou salvadoras, como indispensáveis. Em última análise se identificam com uma imagem arquetípica. E isto os torna cegos ou cegas para a própria realidade e para a realidade do outro. Em algum momento cansar-se-ão de ajudar e irão irritar-se com as fraquezas do parceiro. Ou então o outro cresce e se fortalece. E eles ou elas passam a sentir-se inseguros, porque os papéis assumidos anteriormente já não correspondem à realidade.
Veja-se esta mulher, bem mais forte do que o marido. Ela de início sente-se lisonjeada por introduzir o marido na vida, por desafiá-lo, porque o marido é manso e pacato e faz tudo quanto ela quer, sempre se deixa levar. Mas em algum momento ela se cansa de todas as vezes assumir a iniciativa. Passa a ser um peso para ela ter sempre que empurrar o marido lerdo. Gostaria de alguma vez também poder apoiar-se nele, de poder discutir. Mas sente que seu marido se torna cada vez menor, que constantemente ele apenas se desculpa, mas nunca luta realmente ao lado dela. Isto a deixa furiosa.
Muitas vezes acontece um parceiro usar o outro inconscientemente. A jovem mulher, por exemplo, tem necessidade dele para enfim poder sair de uma situação familiar insuportável e viver sua própria vida. Ou então o marido usa a mulher para poder sair de casa, ou para provar a si mesmo e aos colegas que é homem por inteiro. A mulher serve para ele sentir que possui valor diante dos outros. Só mais tarde percebe que não estava pensando na pessoa de sua mulher. Ou então a mulher usa o marido para que ele a ajude a tornar-se adulta. Espera que a relação a faça amadurecer, ou que a liberte de seus complexos de inferioridade. O que a levou ao casamento não foi o verdadeiro amor à pessoa do outro, mas sim o desejo inconsciente de por meio dele resolver seus próprios problemas. O marido, da mesma forma, usa a mulher esperando por meio dela entrar em contato com seus próprios sentimentos, libertar-se de suas depressões. Em algum momento esses parceiros irão despertar e perceber com espanto que nunca procuraram o núcleo pessoal e único do outro, mas que apenas se utilizaram dele para seus próprios fins.
Texto de Anselm Grün, A CHANCE DE RECOMEÇAR
Tradução de Carlos Almeida

Cuidado com a letra "F"

Um homem chega ao restaurante, senta-se e, acenando com o braço, diz:
- Faz favor: frango frito, favas, farinheira...
- Acompanhado com quê?
- Feijão.
- Deseja beber alguma coisa?
- Fanta fresca.
- Um pãozinho antes da refeição?
- Fatias fininhas.
O empregado anota o pedido, já meio intrigado: 'o tipo fala tudo com F's!'
Depois do homem terminar a refeição, o empregado pergunta-lhe:
- Vai querer sobremesa?
- Fruta.
- Tem alguma preferência?
- Figos.
Depois da sobremesa, o empregado: Deseja um café?
- Forte. Fervendo.
Quando o cliente termina o café: - Então, como estava o cafézinho?
- Frio, fraco. Faltou filtrar formiguinha flutuando.
Aí o empregado pensa: 'Vamos ver até aonde é que ele vai'.- Como é que o senhor se chama?
- Fernando Fagundes Faria Filho.
- De onde vem?
- Faro.
- Trabalha?
- Fui ferreiro.
- Deixou o emprego?
- Fui forçado.
- Por quê?
- Faltou ferro.
- E o que é que fazia?
- Ferrolhos, ferraduras, facas... ferragens.
- Tem um clube favorito?
- Fui Famalicense.
- E deixou de ser porquê?
- Futebol feio farta.
- Qual e o seu clube, agora?
- Farense.
- O senhor é casado?
- Fui.
- E sua esposa?
- Faleceu.
- De quê?
- Foram furúnculos, frieiras... ficou fraquinha... finou-se.
O empregado de mesa perde a calma:- Olhe! Se você disser mais 10 palavras começadas com a letra F... não paga a conta. Pronto!
- Formidável, fantástico. Foi fácil ficar freguês falando frases fixes.
O homem levanta-se e dirige-se para a saída, enquanto o empregado ainda lança:
- Espere aí! Ainda falta uma!
O homem responde, sem se virar:
- Faltava. !!!

Enviado por Arlindo de Almeida Simões, Fortaleza/Ce

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Convenção da AFA 2.008 com data já definida







Será de 10 a 12 de outubro. O local, como já é do conhecimento geral, será em Salvador/Ba. Uma comissão composta por Wilma, Guto e Sérgio Cartaxo ficou de levantar os custos.
Tudo será amplamente divulgado assim que tivermos as definições.
Vamos repetir em Salvador o sucesso obtido em Convenções anteriores, a exemplo da de 2.006 conforme pode ser visto nessa foto.

10 Vantagens de Ser Pobre

1. É SIMPLES!
- Você não perde seu precioso tempo com grandes sonhos. Contenta-se com um sonho de padaria, um sonho de valsa.
2. É VALORIZADO!
- Em um mundo de mulheres interesseiras e oportunistas, só as sinceras e verdadeiras dão bola para você.
3. É SAUDÁVEL!
- Você tem uma vida de atleta: correndo para alcançar o ônibus, malhando para conseguir um lugar para se sentar e se alongando para passar por baixo da catraca.
4. É ANTIESTRESSANTE!
- Nenhum vendedor te liga para empurrar alguma bugiganga.
5. É ALIVIANTE!
- Com a sua fama de pé-rapado, nenhum amigo te pede dinheiro emprestado e, dependendo do seu grau de pobreza, eles nem serão mais seus amigos.
6. É EMOCIONANTE!
- Você nunca sabe se o dinheiro vai chegar até o final do mês e, assim, tem uma rotina muito menos previsível!
7. É INVEJÁVEL!
- Enquanto os seus vizinhos viajam, pegam trânsito no feriado e sofrem com as praias lotadas, você descansa na comodidade do seu barraco.
8. É ÚTIL!
- Você tem de trabalhar aos domingos para fazer horas extras e, assim não precisa assistir aos programas que são campeões de audiência de encheção de saco. (Faustão e Gugu).
9. É SEGURO!
- Você não precisa levar a carteira para todos lugares que for, pois ela está sempre vazia. Assim, os trombadinhas vão passar longe de você.
10. É GRATIFICANTE!
- Sem dinheiro para acessar a internet, você nunca vai ler textos inúteis como este, que seus amigos malas insitem em lhe enviar.

A importância de Conhecer o Cliente


Uma dona de casa, num vilarejo bem distante da cidade, ao atender às palmas em sua porta e à voz "oi de casa, estou entrando!", depara-se com um homem jogando esterco de cavalo em seu tapete da sala.

A mulher apavorada pergunta:

- O senhor está maluco? O que pensa que está fazendo em meu tapete.

O comerciante, não deixando a mulher falar mais nada, responde.

- Boa tarde!

Eu estou ao vivo oferecendo meu produto, e ao vivo eu provo para senhora que nossos aspiradores são os melhores e os mais eficientes do mercado, tanto que eu estou agora fazendo um desafio: se eu não limpar esses estercos em seu tapete, eu prometo que irei comê-los!

A mulher retirou-se para a cozinha sem falar nada.

O comerciante curioso perguntou:

- A senhora vai aonde?

Não irá ver a eficiência do meu produto?A mulher responde:

- Vou pegar uma colher, sal, pimenta e um guardanapo de papel, e uma cachaça para abrir o apetite, pois aqui em casa não tem energia elétrica.

Alemães, uma gente muito esquisita

Depois de estar 40 dias cruzando a Alemanha de norte a sul e de leste a oeste, temos que manifestar alguma das nossas estranhezas: Os alemães são um povo muito estranho.
Não queremos gente assim no Rio e em São Paulo para tolher o nosso cotidiano animado e esperto.
Listamos a seguir atitudes escandalosas e deformadoras que eles adotam:
- Os metrôs da Alemanha não têm catraca; se você quiser você compra o bilhete, mas não há ninguém a quem possa mostrá-lo. Ninguém se interessa por isso, se você comprou ou não o bilhete: vê se pode....
- As bicicletas ficam soltas nas ruas, com cadeado, mas sem estarem amarradas a nada. E eles ainda construíram um monte de ciclovias em que só bicicletas trafegam.
- Incrível: os alemães param nos sinais vermelhos a qualquer hora, mesmo de madrugada, quando não há qualquer carro vindo com o sinal favorável a ele.
- Pedestre nenhum atravessa uma rua enquanto o sinal não ficar verde para ele. Ficam ali, de bobeira, enquanto o mundo roda.
- Não há limite de velocidade nas estradas (apenas uma recomendação para não ultrapassar 130 km/h). Ah, e desperdiçam cimento, porque as estradas têm 70 cm de espessura de puro concreto.
- E tem mais: nelas, todos os carros andam na pista da direita, e as à esquerda ficam livres para os carros mais apressados. Um espanto de desperdício.
- Neste país esquisito, os caras têm mania de estudar. Para se adquirir a carteira de motorista passa-se quatro anos numa escola, que, para os jovens, é parte do colégio.
- O governo que essa gente elege não cobra pedágio e está sempre fazendo obras nas suas estradas ociosas, modernizando-a mais ainda, não se sabe para quê, nem com que dinheiro. - A periferia de todas as grandes cidades são desperdiçadas com jardins e florestas improdutivas, ao invés de destiná-las a usos mais racionais, como lixões, por exemplo..
- Os caras fabricam uns carrões, tipo Mercedes, BMW, Audi, etc, e ainda importam uns Rolls-Royce, Bentley, Ferrari, etc, não blindam nenhum deles e ainda os deixam nas ruas à noite. Tem malucos cujos carros, conversíveis, ficam ali, em qualquer lugar
- exceto sobre calçadas, não sei por quê -, estacionados de capota recolhida...
- Essa é incrível: os caixas automáticos dos bancos ficam nas calçadas! Sem ninguém tomando conta, e funcionam dia e noite. E entra dia, sai dia, nenhuma desaparece.
- A gente saía à meia noite para passear na praça e não via nenhum assalto para quebrar a monotonia.
- O que de repente desaparece nas cidades são os carros. Eles vêm vindo, vêm vindo, e, de repente, no meio do quarteirão, eles dobram à direita e somem. Disseram-me que somem em edifícios-garagem ou em garagens subterrâneas.
- Os jornais do dia ficam empilhados ao lado de uma caixinha com uns dinheiros... Você acredita: o cara vai lá, pega um jornal e põe mais dinheiro na caixinha. E ninguém só pega o jornal nem ninguém leva a caixinha. Que gente esquisita! Ainda bem que a excursão acabou e estamos voltando para a nossa civilização,Brasil, o inverso do que vimos, mas agora sem a CPMF vai melhorar

"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã."

Enviado por Carlos Almeida, Campina Grande/Pb

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Flagrantes da Confraternização

Alexandre Almeida tem sido uma das presenças marcantes nos nossos eventos. Nessa Confraternização não foi diferente. Logo no início da festa, ele chegou na companhia do filho Glauco.






Mau humor tem limite!


Ninguém é obrigado a aceitar um "ser" de cara amarrada que só reclama da vida, como diz o ditado: "cada um com seus problemas"!


Dá pra acreditar que o mau humor atinge 180 milhões de pessoas no mundo? Imagine esse bando de chatos reunidos... Credo, que calafrio! Sinto muito, mas ninguém merece uma pessoa que não se adapta ao convívio social, ou que mesmo em casa, com os mais próximos, vive de cara amarrada, jogada num canto, isolada do mundo. Quem nunca conheceu um rabugento daqueles, que reclama de tudo e se irrita até com a própria respiração, que atire o primeiro tijolo! O mal humorado faz de qualquer problema uma situação "fim de mundo" e só enxerga o lado negativo das coisas. Como reconhecer um? Sabe aquele que faz papel de vítima sempre, que parece a hiena do desenho "Ó ceus, Ó vida", é esse mesmo! O dia dele é sempre cinza, cai da cama e com um pé só no chão já começa a se lamuriar.


Agora pasmem: cientistas americanos, de órgãos de pesquisa patrocinados pelo governo, descobriram uma base genética que explica a maior incidência entre as mulheres, em relação aos homens, de problemas como distúrbios do humor e ansiedade ligada ao estresse. De acordo com as pesquisas, as diferenças entre os sexos no gene do transporte da serotonina - neurotransmissor que regula o humor - influem no estado de espírito, e como as mulheres sofrem variações hormonais todo mês, têm mais chances de ser alvo do problema. O mau-humor é encarado pelos médicos como uma doença, um transtorno mental chamado distimia, uma forma crônica de depressão, porém com sintomas mais leves. O mal humorado, diferente do depressivo, continua vivendo a vida, só que reclama de tudo e não consegue colocar um sorriso nos lábios, mesmo ganhando sozinho na megasena, vai imaginar que será perseguido por ladrões e interesseiros.


Fala sério, haja paciência! Lembre-se daquela sua amiga que reclama de tudo: porque é muito gorda, nenhuma roupa serve nela, ninguém se interessa por ela, que o cabelo dela é armado e horroroso, blá blá blá e mais 100 vezes blá. Ao invés de tomar uma atitude, fica reclamando a vida toda. Ai é que mora o perigo. O mal humorado acha que ser chato do jeito que ele é, faz parte da sua personalidade, acha normal ser essa pessoa desagradável e baixo astral. Não é mais simples freqüentar a academia e fechar a boca para eliminar aquele monte de gordura localizada ou depois do banho fazer uma escova no cabelo? Não, não é. Daí acabou o drama e não tem mais do que reclamar. Por isso nem tente encarnar o arcanjo Miguel e resolver o problema. Eles não gostam, são teimosos e não aceitam ajuda. Ou seja, deixa quebrar a cara mesmo, não por radicalismo, mas pelo fato de que, quem não quer ajuda, não merece ser ajudado.


O mau humor traz consigo, a falta de educação e a arrogância, é exatamente por isso que o indivíduo que destrata as pessoas repetidas vezes deve ser ignorado, o truque é não retrucar, não responder, não insistir em ser agradável para ver se convence a pessoa que ela também deve ser bacana. Trate o indivíduo como se ele fosse um vaso! Caso ele te atrapalhe, apenas desvie. Nem pense em parar para ouvir a lista de problemas, começa na letra A e termina na Z, não dá!


Tem cura? Tem. A distimia pode ser tratada com a ajuda de medicamentos antidepressivos associados à terapia, cuja base é a psicologia cognitiva, porém, é necessário detectar se a rabugice é mesmo patológica, caso os sintomas (ver tabela) persistam por mais de dois anos no "corpinho do chato que você conhece!" E, caso esse chato não queira assumir uma postura mais humana perante a sociedade, delete ele do seu convívio, mas , se por infelicidade ele for seu chefe, meus pêsames. Agilize-se para se recolocar no mercado, porque um mal humorado poderoso, só Hitler merecia! Praga da humanidade.


Sintomas do mau humor crônico- Não sente fome ou come com ansiedade e acaba exagerando.- Não sente prazer em nenhuma tarefa e faz tudo obrigado.- Ou dorme demais ou passa a noite em claro.- Vive cansado e insatisfeito.- Passa o dia isolado e calado, mas quando é obrigado a conviver no meio das pessoas (trabalho, por exemplo), apresenta sinais de agressividade e irritabilidade.- Nunca enxerga o lado positivo das coisas.


Dicas para se prevenir do mal-humorado

O ideal mesmo é se manter afastado da pessoa, caso seja impossível, veja as dicas:- Para que você não corra o risco de "contaminação", evite passar muito tempo com a pessoa e fale com ela somente o essencial.- É inútil discutir ou argumentar, não prolongue a conversa. O mal-humorado, além de tudo, nunca acha que está errado. Esse tipo de pessoa só precisa de um pretexto, qualquer que seja ele, para iniciar uma discussão, portanto, não contribua.- Nem tente mostrar o lado bom da vida, o mal humorado é teimoso por natureza e não vê melhoria em nada. Não desperdice seu tempo.


Fonte: Denise Molinaro site Leader training

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Flagrantes da Confraternização

Carlos Almir e Ana Paula eram só sorrisos.

Teoria da Recepção


Por Reinaldo Polito

Há pouco tempo recebi e-mail de um leitor me agradecendo por causa de um texto que publiquei na Tribuna, que o ajudou a resolver algumas diferenças que ele tinha com seu filho. Fiquei feliz.

Esta semana recebi e-mail de uma leitora dizendo que detestava meus textos. Mas, por mais que tentasse, não conseguia deixar de ler o que escrevo. Fiquei feliz.

Eu ficaria triste e me sentiria infeliz se as pessoas não reagissem diante do que escrevo, pois não estariam sendo tocadas pelas minhas idéias e reflexões.

Parodiando Nelson Rodrigues, querer unanimidade na opinião dos leitores é desejar o aplauso da burrice. Quem se dispõe a escrever deve ter em mente que as pessoas são diferentes, pensam de maneira diversa, reagem de forma distinta umas das outras. Por exemplo, a leitora que se deu ao trabalho de me escrever apenas para demonstrar seu desagrado, não só foi tocada pelas minhas opiniões, mas não se conteve e reagiu a elas. Conforme eu lhe disse em uma correspondência pessoal, se os meus artigos servirem para que possa dizer no final da última linha: "ainda bem que não sou como esse cara! Ai, meu Deus, que bom que sou diferente!", pronto, missão cumprida, pois ela passou a se conhecer um pouco melhor.

Um dia eu estava desenxabido, acabrunhado, entristecido. Fazia dois dias que o meu artigo havia sido publicado na AOL e nenhum leitor se dignara a entrar no fórum para fazer um comentário. Em quase três anos era a primeira vez que este fato ocorria. Inconformado por tanta "desconsideração", perguntei o que estava acontecendo. Senti um imenso alívio ao ser informado que momentaneamente o fórum estava fora do ar. Desde o princípio, assim que a minha matéria era colocada no ar pipocavam comentários de todos os cantos do país. As pessoas tinham liberdade para dizer o que quisessem, pois o fórum era totalmente aberto. Nem sempre os comentários eram favoráveis. Especialmente quando eu resvalava na política, não dava outra, podia esperar chumbo grosso dos leitores. O curioso é que as pessoas reagiam de maneira distinta ao comentar até o mesmo texto. Lembro-me de quando falei sobre a saída do Zé Dirceu do governo Lula. Várias pessoas escreveram para me criticar pelo fato de eu ter feito elogios a ele. Outras tantas escreveram para me criticar pelo fato de eu ter falado mal dele. Na verdade não falei nem bem nem mal. Durma-se com um barulho desses!

Essa experiência me ajudou a compreender melhor a teoria da recepção. Os primeiros estudos dessa teoria centraram o enfoque no emissor, depois no contexto, até posteriormente ser considerada a participação do receptor na formação da mensagem, que é a conceito aceito nos dias de hoje.

A partir do ensinamento dessa teoria é possível deduzir que quem escreve se expõe, e a partir do momento que o texto foi publicado já não pertence a quem o escreveu, pois em contato com o leitor se transforma e produz uma nova mensagem. A minha experiência, os meus medos, as minhas aspirações, enfim, a minha estrutura de vida se encontra com a estrutura de vida do leitor, totalmente distinta da minha. Do encontro dessas duas experiências nasce um novo texto que já não é mais aquele que concebi. Ou seja, não é o que escrevi, nem o que o leitor leu, mas sim o que resultou da associação dessas duas experiências.

Por isso, espero que você goste do que escrevo. Mas, se não gostar, torço para que todos os domingos continue agindo como agora, leia os meus textos. Em qualquer hipótese ficarei feliz.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Toque de classe

Josélia e Eliana esbanjaram elegância na Festa de Confraternização


Dicas de Português: Pode haver interpretações contrárias



Por Paulo Ramos


Paulo Ramos é jornalista, professor e consultor de língua portuguesa do Grupo Folha-UOL


Uma matéria de hoje abordava a participação do Brasil na Operação Condor, nome dado à união de ditaduras sul-americanas no combate a opositores.
A polêmica era se a Lei da Anistia, de 1979, impediria a extradição de brasileiros acusados de participação na morte de cidadãos italianos.
Em determinado trecho, o jornalista pergunta:
- Mas podem haver interpretações que digam o contrário? O verbo "haver", no sentido de existir, é chamado de impessoal. Isso quer dizer que, por questões de sentido, não há um sujeito para receber a informação verbal.Nessa situação, o verbo fica no singular.
O mesmo vale para as locuções verbais que tenham o verbo "haver" como principal. É o caso do "pode haver" da questão acima.
A frase deveria ficar no singular:
- Mas pode haver interpretações que digam o contrário?
Só para registro: o verbo "existir" é pessoal, ou seja, concorda com o sujeito.
Se a locução tivesse "existir" no lugar de "haver", o verbo auxiliar deveria ir para o plural:
- Mas podem existir interpretações que digam o contrário?

Hábitos saudáveis podem estender vida em 14 anos, diz estudo


Da BBC Brasil

Uma pesquisa britânica aponta uma fórmula que pode estender a vida em até 14 anos: fazer exercícios físicos, ter uma alimentação rica em frutas e verduras, beber álcool moderadamente e não fumar.

Pesquisadores da Universidade de Cambridge e do Conselho de Pesquisa Médica de Norfolk afirmam que as pessoas que não seguem nenhum destes quatro preceitos têm quatro vezes mais chances de morrer.

Além disso, os resultados da pesquisa permaneceram inalterados quando foram estudadas pessoas mais pobres ou mais gordas.

O estudo foi realizado com cerca de 20 mil homens e mulheres de Norfolk com idades entre 45 e 79 anos, sendo que nenhum tinha câncer ou problemas cardiovasculares no início da pesquisa, em 1993

Priscila e Camila aprovadas no Vestibular da UFC

Priscila e Camila : só alegria!



Priscila e Camila foram aprovadas no Vestibular da Federal. Priscila aprovada em Engenharia Elétrica. Camila em Estilismo e Moda.
Além dos pais, Aldemir Filho e AnaMaria (Priscila) e Eduardo e Célia (Camila), os avós de ambas, Carmen e Aldemir, estão muito felizes.

A AFA parabeniza as novas universitárias e deseja-lhes todo o sucesso.

De volta à sala de aula

RUY CASTRO

O historiador e diplomata Alberto da Costa e Silva deu, como sempre, uma ótima entrevista, esta para a repórter Mariana Filgueiras, no "Jornal do Brasil", em que fala de quatro atividades essenciais que praticávamos na sala de aula e que, pelo visto, a escola brasileira abandonou.

Uma, a leitura em voz alta.
Um aluno lia alto e os outros o acompanhavam no mesmo texto, em silêncio. Depois se revezavam. "Quem lê em voz alta toma gosto pela leitura", diz ele. "Ler alto ensina a virgular, ensina as respirações da fala."

Outra, o ditado.
"Ele educa o ouvido", observa Da Costa e Silva, além de exigir do aluno o conhecimento da palavra e da estrutura da frase, a destreza e a clareza caligráficas. Quantas crianças no Brasil de hoje serão capazes de tomar um ditado sem cometer grossas batatadas com seus garranchos?

Uma terceira, a cópia.
O simples ato de copiar um texto estimula a concentração para a grafia, os acentos e a pontuação. Não que os garotos não estejam entregando trabalhos baseados em textos que copiam liberalmente da internet -mas a cópia na sala de aula é outra coisa. Ali é que, diante do professor, a onça bebe água.

E, por fim, a redação
-ou composição, como se chamava, baseada na observação de objetos. "A composição estimula os sentidos. A criança aprende a pôr no papel, com palavras, o que vê", diz Alberto. "A descrição de quadros de natureza-morta, por exemplo, é essencial."
Ou a visita ao zoológico, diria eu, ou à fábrica de sorvete. Alguém dirá que o próprio conceito de sala de aula mudou e que o importante agora é enchê-la de computadores. Mas a mecânica elementar do conhecimento em nossos meninos terá se sofisticado a esse ponto? Por enquanto, o que estamos produzindo são crianças que marcam xis no chute em testes de múltipla escolha

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Novas formandas da família ALMEIDA!

Lara Almeida formada em pedagogia! Sofia Almeida formada em jornalismo!

A AFA envia os parabéns às duas e deseja muito sucesso nas suas carreiras profissionais que ora se iniciam. E os parabéns se estendem aos pais por verem o esforço recompensado.



Falar Bem: Ele disse, ela disse




Reinaldo Polito é Mestre em Ciências da Comunicação, Palestrante, Professor de Expressão Verbal e Escritor. Escreveu 15 livros com mais de um milhão de exemplares vendidos. Seu site http://www.polito.com.br/

Está cada vez mais difícil entender o que certas pessoas falam. Algumas delas acham que seus ouvintes compartilham as mesmas informações, e se expressam como se todos pudessem compreender claramente a mensagem que comunicam. Observe este diálogo hipotético:


- Você não vai acreditar, fechamos o contrato ontem.Quando eles ligaram para mim na semana passada e disseram que queriam conversar, eu pensei, só pode ser alguma brincadeira de mau-gosto, esses caras não estão a fim de nada, só querem zoar. Em todo caso, mandei a proposta conforme haviam solicitado, esperei mais um dia e mandei buscar o resultado. A história foi incrível. Assim que ela chegou na porta do escritório, eles mandaram esperar porque ainda faltava analisar detalhes da operação. Quase uma hora depois veio a autorização para que ela subisse para pegar o pedido. Bem, eu fiquei aqui o tempo todo com o coração quase saindo pela boca, fumando um cigarro atrás do outro. Cada passo que eu ouvia, tinha a impressão de que era ela chegando com a resposta. Finalmente ela chegou com um sorriso maior que a boca. Era melhor do que se podia imaginar - eles aprovaram tudo sem pedido de desconto, sem mudança no projeto, sem antecipação de prazo. Agora é só botar mãos à obra e faturar. Já estou contabilizando cada centavo desse pedidão.


- Desculpe, não é por nada não, mas de quem e do que você está falando. Quem são eles. Quem é ela? Que raio de pedido é esse? Não me leve a mal não, mas tenho a impressão de que você está falando grego. Explique direitinho que história é essa.


- Explicar direitinho? Mas, onde você estava com a cabeça enquanto eu falava sobre o novo contrato?


Talvez não com esse exagero, mas é assim que algumas pessoas tentam se comunicar. Abusam dos pronomes como se todos pudessem entender o que pretendem comunicar. É ela aqui, ele acolá, aquele mais adiante, deles a seguir, sem identificar as pessoas pelo nome. Só que as informações que estão na cabeça de quem fala não são, necessariamente, as mesmas que estão na cabeça de quem ouve.


Cuidado. Às vezes o que é tão claro e simples para quem fala, pode ser extremamente complexo, difícil e estranho para quem ouve. O “ela” que foi buscar a aprovação no escritório poderia ser Margarida Lemos, a gerente de projetos; mas, poderia ser também Janete, a recepcionista. O “eles” ou “esses” poderia ser a Construtora Equilíbrio; mas, poderia ser também o Escritório de Planejamento e Arquitetura Talento. Quem contou a história sabia de quem se tratava, entretanto, quem ouviu, como não acompanhou todo o processo, não sabia a que pessoa e a qual empresa seu interlocutor se referia.


Por isso, confira sempre se os ouvintes entenderam o sentido que você está tentando comunicar. E explique, analise a reação que suas palavras provocam; esclareça e defina fatos, lugares, causas, efeitos, conseqüências; identifique pessoas e use informações concretas. Assim, use pronomes apenas quando o nome já for conhecido do ouvinte ou do leitor. Tenha a cautela de identificar de forma clara os personagens das suas histórias. Se não quiser repetir o nome por questões estéticas, e também não desejar fazer uso de pronomes, lance mão de identificadores alternativos. Por exemplo, se já tiver usado o nome de “Kafka”, ao se referir a ele novamente e não desejar usar um pronome, poderia identificá-lo como o “autor de Metamorfose”. Da mesma maneira se mencionasse “Carlos Alberto Parreira”, poderia fazer nova referência a ele como “o técnico da seleção canarinho”. O ouvinte ou o leitor saberia que se trata da mesma pessoa.


Portanto, fique bem atento, pois se ao falar perceber que seu ouvinte demonstra um semblante de quem não está entendendo nada, talvez esteja na hora de usar mais nomes e menos pronomes.

Paciência


Arnaldo Jabor


Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados...

Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia. Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais"...

E o bem comportado executivo? O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmoajuda a tumultuar...

Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça".

Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice. O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.

Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...

Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.

Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus. A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.

Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer chegar? Qual é a finalidade de sua vida? Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.

E você? Onde você quer chegar?

Está correndo tanto para quê? Por quem? Seu coração vai agüentar?

Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?

A empresa que você trabalha vai acabar? As pessoas que você ama vão parar?

Será que você conseguiu ler até aqui?

Respire... Acalme-se... O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência...

domingo, 6 de janeiro de 2008

10 Não-Resoluções de Ano Novo

(ou por que não adianta fazer lista prometendo mundos e fundos que você não vai cumprir)

ADRIANA KÜCHLERDA REVISTA DA FOLHA

Todo dia 1º de janeiro ela (ou ele) faz tudo sempre igual. É hora de renovar a velha lista: parar de fumar, emagrecer, ser mais organizado... Resoluções de virada de ano que começam como um lindo passo em direção a uma vida melhor geralmente terminam como o vergonhoso primeiro fracasso do ano. Quem nunca fez a sua que atire a primeira bolinha de papel cheia de promessas e com nenhum item ticado.
A promessa desta reportagem não é repisar as histórias de sucesso de pessoas incríveis que conseguiram o que queriam somente na base da força de vontade, mas mostrar que, para mudar, às vezes, não basta decidir. A primeira dica para tornar reais os seus desejos é trocar palavras vagas, como resolução e promessa, por outras práticas, como planejamento e estratégia. Para ajudar, a reportagem desmontou os itens mais freqüentes das listas de Ano Novo em uma outra lista, de hábitos e comportamentos que têm de ser incorporados ou excluídos do seu dia-a-dia.
Antes de realizar, ops, planejar suas resoluções, reavalie a sua lista e considere os conselhos do psicólogo americano Robert R. Butterworth: faça apenas uma promessa, que seja realista e não fantasiosa, não conte para ninguém e, se falhar, não desista. Comece de novo. Mais chances de a sua resolução sair do papel e não terminar 2008 no lixo do fracasso.

1: Entrar na academia
Encabeçando qualquer lista de resoluções, a decisão de entrar numa academia também sai na frente no ranking das que são abandonadas mais rapidamente.

Faça a coisa certa:
Escolha sem pressa
Experimente aulas de diferentes atividade físicas
Encontre companhia

Você vai acabar desistindo se...
Sentir vergonha do seu corpo Usar a falta de tempo como desculpa esfarrapada Não malhar com o pretexto de que a academia é muito cara Se jogar na rotina de exercícios como se fosse experiente

2: Emagrecer
Só poucos sortudos podem comer o que querem e não engordar.
A fórmula é a de sempre: controlar a alimentação e praticar exercícios.
Difícil mesmo é manter o peso.

Faça a coisa certa:
Compre uma balança e não descuide do ponteiro. Para quem tem mais de dez quilos acima da altura, procure um médico.
Encontre uma motivação

Você vai acabar desistindo se...
Exagerar no fim de semana.
Adotar regime de curto prazo.
Ceder ao efeito sanfona


3: Quitar dívidas
Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender.
Sem dúvida, a segunda parte do verso é bem mais fácil de cumprir do que a primeira. A primeira lição da cartilha é não gastar mais do que ganha.

Faça a coisa certa:
Procure credores e pague primeiro quem cobra juros altos.
Economize nas contas da casa e nas compras do mês.
Anote tudo o que gasta.

Você vai acabar desistindo se...
Comprar impulsivamente.
Usar o cartão de crédito ou o cheque especial


4: Ler mais
Olhe bem para aquela gigantesca pilha de livros na mesinha de cabeceira e tome vergonha na cara.
Há quanto tempo ela está ali mofando, sem que um livro seja terminado?

Faça a coisa certa:
Encontrar um livro que de fato lhe agrade.
Compre antologias para ter mostras de vários escritores.
Usar bolsas que permitam carregar livros

Você vai acabar desistindo se...
Comprar um livro porque ele está na lista dos mais vendidos.
Não gostar de ficar só.


5: Parar de fumar
Se a sua persistência saiu para comprar cigarro e nunca mais voltou, não desanime. "O tabagismo é uma doença, e não uma escolha de vida", diz Jaqueline Scholz Issa, 43, coordenadora do núcleo antitabagismo do InCor.

Faça a coisa certa:
Repor a nicotina com chiclete.
Avalie as situações que provocam recaídas.

Você vai acabar desistindo se...
Acreditar que vontade basta Levar uma vida estressada.
Mantiver a rotina de fumante Desistir para não engordar.


6: Ser mais organizado
Você se esforçou para deixar a casa um brinco, mas lá está o caos. A organizadora Cristina Papazian, 37, tem uma dica simples para a arrumação: determine o local de cada coisa pelo uso que você lhe dá.

Faça a coisa certa:
Use uma agenda Descubra os horários ideais para os seus compromissos.
Use cabides finos para as roupas e caixas transparentes

Você vai acabar desistindo se...
Achar que vai arrumar a casa toda em um fim de semana
Acumular tralha


7: Comer melhor
Leve uma vida verde. Seja zen. Coma de maneira saudável. Até quem já pratica atividade física e não carrega quilinhos extras tem de agüentar a patrulha da boa alimentação.

Faça a coisa certa:
Em vez de aderir a um regime, pequenas opções no dia-a-dia fazem a diferença.
Montar um prato colorido com frutas e/ou vegetais.

Você vai acabar desistindo se...
Abolir um tipo de alimento.
Acreditar que light e diet são sinônimos de saudável.
Comer bem e bem rápido.

9: Ter mais tempo para a família
Seus amigos não agüentam mais levar bolo e sua mãe já desistiu dos almoços de domingo? Em vez do "vamos combinar", o psiquiatra Içami Tiba, 66, recomenda trocar o desejo pelo planejamento.

Faça a coisa certa:
Introduza a família e os amigos como tarefa na agenda.
Aproveite o cinema com a cara-metade e convide amigos.

Você vai acabar desistindo se...
Não planejar o fim de semana.
Achar que está perdendo tempo (e dinheiro) enquanto está com a família e os amigos


10: Controlar estresse
Todo mundo prega que devemos administrar o estresse, mas ninguém explica como. Para a psicóloga Marilda Lipp, 50, diretora do Centro Psicológico de Controle do Estresse, é preciso colocar outras resoluções desta lista em prática para alcançar esta: atividade física, alimentação, fumo...

Faça a coisa certa:
Ver os problemas à distância.
Adotar uma técnica de relaxamento.

Você vai acabar desistindo se...
For perfeccionista.
Relaxar só no fim de semana

Raul, o aniversariante do dia


Filho de Teresa Cristina e Sérgio Cartaxo, com sua irmã Laís, Raul completa essa família tão importante e tão presente em tudo que diz respeito a AFA.

A AFA deseja ao aniversariante muitas felicidades.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Edwin Hubble


Quase todas as biografias do DSB são extensas e exigem conhecimentos especializados, não cabendo num espaço como o da presente mensagem. Por isso escolhi a do astrônomo que no século passado esclareceu e alargou substancialmente nossa visão do universo cósmico, tendo sido seu nome, merecidamente, dado ao primeiro telescópio espacial. Dos conceitos pouco familiares ao leitor comum, talvez o único a requerer uma explicação seja o de “cefeida”, assim chamadas porque seu protótipo é uma estrela da constelação do Cefeu. As cefeidas são estrelas cujo brilho intrínseco varia periodicamente. Descobriu-se que existe uma relação entre o período de variação de uma cefeida e sua luminosidade absoluta, o que possibilita seu uso como marcadores de distância.
33 . EDWIN HUBBLE

Edwin Powell Hubble (* 20.11.1889. † 28.9.1953) foi o criador da moderna astro­nomia extragalática e o primeiro a fornecer evidências da expansão do universo. Freqüentou a escola secundária em Chicago, destacando-se tanto nos estudos quanto no esporte. Na Universidade de Chicago sofreu influên­cia do físico R. A. Millikan e do astrôno­mo G. E. Hale, que lhe inspiraram o amor pela as­tronomia.
Formou-se como advogado, mas não seguiu por muito tempo a carreira, indo em 1914 para o observatório Yerkes (Universidade de Chicago), onde foi assistente e estudante graduado. Recebeu o título de Ph.D. em 1917, com uma tese intitulada "Investigações fotográficas de nebulo­sas fracas”.
Hale ofereceu-lhe um posto no Observatório de Mon­te Wilson, onde havia um refletor de sessenta polega­das em operação e estava sendo construído outro de cem polegadas. Em outubro de 1919 juntou-se a Hale em Monte Wilson. Começou, aos trinta anos de idade, o trabalho que haveria de torná-lo famoso.
O telescópio de cem polegadas entrou em operação na época em que Hubble chegou a Monte Wilson. Foi uma circunstância extremamente favorá­vel, pois as contribuições cruciais trazidas por Hubble para a cosmologia exigiam toda a eficiência e resolu­ção desse instrumento. Aproximadamente a partir de 1922 ele dirigiu sua atenção, cada vez mais, para obje­tos que hoje são considerados como situados fora do nosso sistema estelar.
A primeira grande descoberta de Hubble foi feita quando, em uma chapa tirada em 5 de outubro de 1923, ele percebeu uma estrela variável cefeida na re­gião exterior de M 31, a grande nebulosa em An­drômeda. Era o meio, longamente procurado, para resolver o problema das nebulosas espirais, que por ¾ de século havia desafiado os as­trônomos. Essas estrelas haviam sido utilizadas com ótimos resultados, para determinar distâncias e dimensões dos aglomerados globulares de estrelas que envolvem a Via Láctea. A descoberta de Hubble foi o primeiro indício seguro de que a nebulosa de Andrôme­da está situada fora do nosso sistema estelar.
No final de 1924 Hubble havia encontrado 36 es­trelas variáveis em M 31, doze das quais eram cefeidas. Dessas últimas ele obteve uma distância da ordem de 900 mil anos-luz, en­quanto o diâmetro máximo do sistema estelar da Via Láctea era da ordem de 100 mil anos-luz. A desco­berta de Hubble foi anunciada publicamente em um encontro da Sociedade Astronômica Americana em Washington, no final de 1924. Agora o caminho estava aberto para um novo ata­que ao problema cosmológico.
No final da década de 1920, a preocupação mais importante de Hubble era determinar uma escala confiável de distâncias extragaláticas que pudesse ser estendida até os últimos limites da observação. Esta era uma condição preliminar e essencial para toda in­vestigação séria sobre a distribuição das galáxias no espaço e sua importância para o problema cosmoló­gico. O emprego da relação período-Iumino­sidade das cefeidas (que lhe tornou possível conside­rar essas estrelas como marcos de distância) tinha por fundamento um apelo ao princípio da uniformidade da natureza. "Este princípio”, escreveu, "é a hipótese fundamental de todas as extrapolações para além dos dados conhecidos e observáveis, e as especulações que seguem essa orientação possuem legitimidade até que se prove que são contraditórias".
Sobre essa base Hubble pôs-se a avaliar as distân­cias das galáxias para além do "grupo local', onde o telescópio de cem polegadas podia detectar cefeidas. Considerou que, com o aumento da distância, era de se esperar que as cefeidas se apagariam primeiro, de­pois as variáveis irregulares, depois as gigantes azuis, até que por fim só poderiam ser vistas as estrelas mais brilhantes. Encontrou que, apesar de escassos, os da­dos indicavam que as estrelas mais brilhantes nas es­pirais possuíam aproximadamente a mesma luminosidade absoluta. Esse limite superior da luminosidade estelar parecia ser de aproximadamente 50 mil vezes a do Sol. O critério de distância da "es­trela mais brilhante" possibilitou que Hubble esten­desse a escala das distâncias extragaláticas a cerca de 6 milhões de anos-luz.
Para estender mais ainda a escala de distância, Hubble usou a informação obtida do fato de que podem ser detectadas estrelas em algumas das espirais do grande aglomerado de Virgem. A análise dessa grande amostragem forneceu as características médias de galáxias, que puderam ser usadas como cri­térios estatísticos de distância para galáxias mais re­motas. Para medir as profundezas do espaço, Hubble concentrou-se nos membros mais brilhantes dos aglo­merados de galáxias. Considerou os aglomerados co­mo tão semelhantes entre si que a luminosidade mé­dia dos dez membros mais brilhantes constituía uma medida conveniente da distância. Construiu assim uma escala de distâncias que chegava até 250 milhões de anos-luz.
Por volta de 1929 Hubble havia obtido distâncias para dezoito galáxias isoladas e para quatro membros do aglomerado de Virgem. Apesar de restrito, esse conjunto de dados foi usado por ele para fazer, nesse mesmo ano, sua mais notável descoberta, aquela que tornou seu nome famoso, ultrapassando largamente o seleto grupo de astrônomos profissionais. Hoje ela é conhecida como a lei de Hubble da proporcionalidade entre distância e velocidade radial das galáxias. Desde 1912, quando pela primeira vez foi medida a velocidade radial de uma galáxia (M 31) observando o deslocamento das linhas espectrais, haviam sido obtidas as velocida­des para cerca de 46 galáxias. A nova abordagem de Hubble ao problema, baseada em suas determinações de distância, trouxe luz para uma situação pouco clara. Para distâncias até 6 milhões de anos-luz ele obteve uma boa aproximação a uma linha reta quando plotou o gráfi­co velocidade versus distância. Os dados indicavam que as velocidades cresciam à taxa de aproximadamente 100 milhas por segundo para cada milhão de anos-luz de distância. Dois anos depois, a lei de Hubble foi estendida a uma distância superior a 100 milhões de anos-luz, ficando mantida a relação linear entre velocidade e distância. Este resultado passou a ser universalmente conside­rado como a maior descoberta astronômica do sécu­lo XX. Provocou uma mudança tão profunda em nossa concepção do universo quanto a revolução co­pernicana, quatrocentos anos antes. Pois, em lugar de uma imagem estática do cosmo, o universo teria que ser considerado como estando em expansão.
Hubble era respeitado pelos astrônomos de todo o mundo. Os scntimentos por ocasião de sua morte foram expressos por N. U. Mayall, ao escrever: "Sentimo-nos tentados a pensar que Hubble pode ter sido para a região obser­vável do universo o que os Herschel foram para a Via Láctea e Galileu para o sistema solar."
Do verbete Hubble, do Dicionário de Biografias Científicas
Tradução e adaptação de Carlos Almeida

Faça a diferença sempre!

Um homem foi chamado à praia para pintar um barco.
Trouxe com ele tinta e pincéis, e começou a pintar o barco de um vermelho brilhante, como fora contratado para fazer. Enquanto pintava, percebeu que a tinta estava passando pelo fundo do barco. Percebeu que havia um vazamento, e decidiu consertá-lo.
Quando terminou a pintura, recebeu seu dinheiro e se foi.
No dia seguinte, o proprietário do barco procurou o pintor e presenteou-o com um belo cheque. O pintor ficou surpreso e disse:
- O senhor já me pagou pela pintura do barco.
- Mas isto não é pelo trabalho de pintura. É por ter consertado o vazamento do barco.
- Foi um serviço tão pequeno que não quis cobrar. Certamente, não está me pagando uma quantia tão alta por algo tão insignificante!
- Meu caro amigo, você não compreendeu. Deixe-me contar-lhe o que aconteceu:
Quando pedi a você que pintasse o barco, esqueci de mencionar o vazamento. Quando o barco secou a tinta, meus filhos o pegaram e saíram para uma pescaria. Eu não estava em casa naquele momento. Quando voltei e notei que haviam saído com o barco, fiquei desesperado, pois me lembrei que o barco tinha um furo. Imagine meu alívio e alegria quando os vi retornando sãos e salvos. Então, examinei o barco e constatei que você o havia consertado! Percebe, agora, o que fez? Salvou a vida de meus filhos! Não tenho dinheiro suficiente para pagar-lhe pela sua 'pequena' boa ação.
Não importa para quem e nem quando, sempre que for possível, e depender de você, e principalmente, dentro de suas possibilidades, vá além.
Este poderá ser o seu diferencial!

FAÇA A DIFERENÇA SEMPRE!

Ninguém é tão forte que nunca tenha chorado...
tão fraco que nunca tenha vencido...
tão inútil que nunca tenha contribuído...
tão sábio que nunca tenha errado...
tão corajoso que nunca tenha tido medo...
tão medroso que nunca tenha tido coragem...
e ninguém é tão "alguém" que nunca tenha precisado de amigos!


Enviado pelo Prof. Fábio Deodato

Ribeirão Preto, São Paulo, SP

AFA KIDS


1. Quando te vêem deitado, de olhos fechados, na sua cama, com a luz apagada e te perguntam:- Você tá dormindo?

- Não, tô treinando pra morrer!


2. Quando a gente leva um aparelho eletrônico para a manutenção e o técnico pergunta:- Tá com defeito?

- Não é que ele estava cansado de ficar em casa e eu o trouxe para passear.


3. Quando está chovendo e percebem que você vai encarar a chuva, perguntam: - Vai sair nessa chuva?

- Não, vou sair na próxima.


4. Quando você acaba de levantar, aí vem um idiota (sempre) e pergunta:- Acordou?

- Não. Sou sonâmbulo!


5. Seu amigo liga para sua casa e pergunta: - Onde você está?

- No Pólo Norte! Um furacão levou a minha casa pra lá!


6. Você acaba de tomar banho e alguém pergunta:- Você tomou banho?

- Não, mergulhei no vaso sanitário!


7. Você ta na frente do elevador da garagem do seu prédio e chega um que pergunta: - Vai subir?

- Não, não, tô esperando meu apartamento descer pra me pegar.


8. O homem chega à casa da namorada com um enorme buque de flores. Até que ela diz:- Flores?

- Não! São cenouras.


9. Você está no banheiro quando alguém bate na porta e pergunta:- Tem gente?

- Não! É o cocô que está falando!


10. Você chega ao banco com um cheque e pede pra trocar:

- Em dinheiro??- Não, me dá tudo em clips!

"Com uma tal falta de gente coexistível, como há hoje, que pode um homem de sensibilidade fazer senão inventar os seus amigos, ou quando menos, os seus companheiros de espírito? "

-Fernando Pessoa-

Coisas que precisam SER DITAS


O mau hálito do colega, o tique nervoso e outras situações constrangedoras no trabalho.


O QUE FAZER QUANDO ALGUÉM COMEÇA A CHACOALHAR AS PERNAS?

Olhe firmemente para as pernas do sujeito e, depois, para o próprio. Se não der certo, peça a ele para, por favor, parar. Caso vocês tenham intimidade, converse sobre o assunto depois. Diga que essa mania depõe contra ele, porque demonstra ansiedade e uma tremenda falta de elegância. O mesmo vale para outros gestos infernais, como armar e desarmar a caneta, mexer nos cabelos e afrouxar o colarinho.


COMO DIZER PARA O COLEGA DA MESA AO LADO QUE O HÁLITO DELE É HORRÍVEL?

Esse tipo de conversa também é para se ter a sós. Comece perguntando se ele está usando um medicamento diferente ou se tem algum problema estomacal ou nas gengivas. Ouça o que ele tem a dizer e, não importa a resposta, diga, olhando nos olhos, que você tem sentido um hálito ruim todas as vezes que chega perto dele.


É PRECISO CONVIDAR TODOS OS QUE TRABALHAM COM VOCÊ PARA O SEU CASAMENTO?

Seu casamento é um momento ímpar, de extrema importância em sua vida, e deve ser compartilhado somente com pessoas que - você sabe e sente - torcem genuinamente por sua felicidade. Seja discreto ao fazer os convites. E, caso algumém lhe pergunte depois por que você não convidou todo mundo, diga que a celebração foi muito discreta e somente para familiares e amigos mais íntimos. Nem pense em se sentir culpado, porque convites não são cobrados nem pedidos: devem ser aceitos ou não.


QUEM DEVE SABER DE SUA GRAVIDEZ?

É claro que, mais cedo ou mais tarde, todo mundo vai perceber. Minha sugestão é que, logo que você fique sabendo, comunique a gravidez à chefia. Depois, comente com os colegas mais próximos.


COMO FALAR COM O COLEGA QUE PARECE TER ENGOLIDO O MICROFONE?

Se o barulhão está interferindo em sua produtividade, o melhor é pedir que o chefe interceda por você. De preferência, tente conseguir "depoimentos" de pessoas que também se sentem incomodadas

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Vejam que família bonita!

Célia e Eduardo e seus seis filhos.

E para saber quem é a mãe, é necessário uma certa atenção, pois Célia consegue preservar bastante a beleza de sua juventude, mesmo com o passar dos anos e apesar de ser mãe de uma família tão numerosa para os tempos atuais. Além do mais, ela ainda exerce a profissão de dentista.


Da esq. para a direita.
Em pé: Sofia, Camila, Mariana e Daniele.
Sentados: Mateus, Célia, Eduardo e José Eduardo.




































Deslizes de Verão

Ficar elegante num calor de 30 graus não é fácil, principalmente porque altas temperaturas pedem roupas mais leves. Acontece que ir trabalhar exibindo modelos muito ventilados pode queimar seu filme. Além de coisas óbvias - e que valem para qualquer estação -, como manter a barba em dia e não exagerar na maquiagem e no perfume, relacionei algumas dicas simples para quem quer colocar as mangas de fora no verão sem perder a classe:

PARA AS MULHERES
* Barriga à mostra, tatuagens e piercings em evidência, calças com a cintura baixa demais - tudo perfeito para seu fim de semana, mas absolutamente inadequado para usar na empresa.* Tome cuidado com sandálias rasteiras e abertas. No fim do dia, é bem provável que seus pés estejam inchados e, mais feio ainda, imundos. Prefira sandálias fechadas, com salto pequeno ou com uma plataforma não muito exagerada.
* Blusas sem mangas? Não há nenhum problema, desde que vocâ as use com lingerie por baixo. Isso dá uma boa idéia do tamanho que a peça deve ter. Fuja sempre das transparências e dos decotes avassaladores.* Acho o branco pouco prático porque é uma cor extremamente sensível a qualquer mancha. Bege, cru e manteiga são opções mais certeiras. Mas, se mesmo assim você preferir o branco, providencie um conjunto de lingerie nos tons uva ou chocolate, cores à prova de transparências. E você se sentirá mais à vontade.
* É extremamente pessoal, mas não posso deixar de tocar no assunto: sabe aquela mania de algumas mulheres têm de descolorir os pêlos das pernas? Nada contra, mas é um estilo praiano demais para usar com as saias e os vestidos que você veste para trabalhar.

PARA OS HOMENS
* Se a empresa exige que você use gravata, faça a coisa certa: gravatas são acessórios formais e pedem uma camisa social de mangas longas. Em vez de tentar adaptar o uso de gravata às camisas de mangas curtas, o mais coerente é discutir o assunto com o chefe. Por que não sugerir a ele que o pessoal do escritório adote, durante o verão, um estilo mais casual?
* Vestir uma camiseta de algodão sob a camisa é a solução perfeita para quem transpira demais. Prefira camisas confeccionadas em puro algodão, que são mais confortáveis.
* Mocassins e docksides combinam com calças jeans e de sarja e podem ser usados sem meias, mas deixam você com cara de fim de semana. Cuidado! A menos que o chefe dê o tom.

Fonte: Exame - 30 Lições de Etiquetas - Por Célia Leão

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

"Saddam" e seu violão

Se o Saddam verdadeiro tivesse escolhido tocar violão, jamais teria sido enforcado.


















Tarísio Sardinha na Festa de Confraternização

Foto para recordação


Enviado por Arlindo de Almeida Simões, Fortaleza/Ce

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Aniversariantes do dia



Vinícius, Karina, Flávia e Arildo










O ano começa bastante movimentado no que se refere a aniversários.

Hoje aniversariam : Flavia, Karina. Vinícius e Arildo

Curioso é que Flávia e Karina (irmãs, que são filhas de Flávio) e Vinícius (filho do Luciano), portanto todos os três netos de Beatriz, nasceram no mesmo dia do ano, porém em anos diferentes. Dessa forma, Beatriz tem três netos nascidos no mesmo dia do ano sem serem gêmeos. Dá para pensar em Guiness Book.

Aos aniversariantes do dia, Arildo, Flávia, Karina e Vinícius, os parabéns da AFA

Feliz olhar novo

Carlos Drumond de Andrade

O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.
O grande lance é viver cada momento como se a receita de felicidade fosse o AQUI e o AGORA. Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais..., mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?
Quero viver bem! Este ano que passou foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal. As vezes a gente espera demais das pessoas. Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal. O ano que vai entrar vai ser diferente. Muda o ano, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?
O que desejo para todos é sabedoria! E que todos saibamos transformar tudo em boa experiência! Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim... Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passe-o para a categoria 3. Ou mude-o de classe, transforme-o em colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
O nosso desejo não se realizou? Beleza, não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro): CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE.
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam bem diferentes.
Desejo para todo mundo esse olhar especial.
O ano que vai entrar pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. O ano que vai entrar pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular... ou... Pode ser puro orgulho! Depende de mim, de você! Pode ser. E que seja!!!
Feliz olhar novo!!!
Que o ano que se inicia seja do tamanho que você fizer.Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensarmos tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!'

Enviado por Yaci Andrade, Salvador/Ba

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano não apenas pintado de novo,
remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo,
que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?)

Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados,
começando pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo cochila
e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

Seja o maestro, a orquestra é sua

http://www.orapois.com/br/arquivos/06162005170419937g.swf

Clique no endereço acima e monte sua própria orquestra. Basta clicar sobre cada instrumentista que o respectivo som do instrumento aparecerá.

É muito divertido.

Enviado por Arlindo de Almeida Simões, Fortaleza/Ce