
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Frases Divertidas e Inteligentes
Enviado por Arnaldo Almeida, Fortaleza/Ce
- Ninguém faz tudo bonito sempre. Até Deus.
Ele fez o cavalo e também o rinoceronte.
(Vinicius de Moraes)
- O primeiro economista do mundo
Foi Cristóvão Colombo:
Quando saiu, não sabia para onde ia;
Quando chegou, não sabia onde estava.
E tudo por conta do governo.
(Ronaldo Costa Couto)
- Democracia neste país é relativa,
Mas corrupção é absoluta.
(Paulo Brossard)
- A corrupção não é uma invenção brasileira,
Mas a impunidade é uma coisa muito nossa.
(Jô Soares)
- Nunca se ache demais, pois tudo o que é demais sobra,
Tudo o que sobra é resto e
Tudo o que é resto vai para o lixo.
(Anônimo)
- Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo:
Nem ele me persegue, nem eu fujo dele.
Um dia a gente se encontra.
(Mário Lago)
- Fuja das tentações, mas devagar,
Para que elas possam te alcançar...
(Anônimo)
- Ninguém faz tudo bonito sempre. Até Deus.
Ele fez o cavalo e também o rinoceronte.
(Vinicius de Moraes)
- O primeiro economista do mundo
Foi Cristóvão Colombo:
Quando saiu, não sabia para onde ia;
Quando chegou, não sabia onde estava.
E tudo por conta do governo.
(Ronaldo Costa Couto)
- Democracia neste país é relativa,
Mas corrupção é absoluta.
(Paulo Brossard)
- A corrupção não é uma invenção brasileira,
Mas a impunidade é uma coisa muito nossa.
(Jô Soares)
- Nunca se ache demais, pois tudo o que é demais sobra,
Tudo o que sobra é resto e
Tudo o que é resto vai para o lixo.
(Anônimo)
- Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo:
Nem ele me persegue, nem eu fujo dele.
Um dia a gente se encontra.
(Mário Lago)
- Fuja das tentações, mas devagar,
Para que elas possam te alcançar...
(Anônimo)
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Humor - Pecado é pecado e pronto !
Clube do Livro da AFA
Quem estiver com a posse de algum livro da Biblioteca da AFA que já tenha lido, poderá repassá-lo diretamente a outro leitor. Basta apenas informar a Beni Alcântara que fará o controle. Telefone da Beni : 3262 4638.
Biblioteca da AFA
· Verbo Cívico – Arnaldo Santos e Juarez Leitão
· Coletânea da Legislação Básica – Tribunal de Contas do Município do Estado do Ceará
· Desenvolvimento Endógino – Patrício Vergara
· Criança e Adolescente no Brasil—Ângela Pinheiro
· Bases Para Sua Conduta—Carlos Bernardo Gonzalez
· Caminhando Contra o Vento- Uma Adolescente dos anos 60—Cristina Costa
· Oração e Autoconhecimento –Anselm Grun
· A Proteção do Sagrado—Anselm Grun
· Convivendo com o Mal—Anselm Grun
· As Aventuras da Mercadoria—Anselm Jappe
· História que os Médicos Conta—Edilson Pinheiro
· Obras Completas- Oswald de Andrade
· Quem Mexeu no Meu Queijo—Spencer Johnson
· A Serra de Baturité—Arnóbio de Mendonça
· Almanaque do 50 tões – Tânia Maria Gurgel do Amaral
· A ditadura da Beleza—Augusto Cury
· Crônica de uma Namorada -- Zélia Gattai ( Emprestado)
· A Hora da Estrela – ( Emprestado)
· Dois Amigos e Um chato _ Staniislau Ponte Preta – ( Emprestado)
· A Volta ao Mundo em 80 Dias – Julio Verne ( Emprestado )
· Dimensões da Fé – ( Emprestado)
· Projeto de Vida – Carlos Almeida ( Emprestado)
· Quem Gosta de Mim sou Eu – Beni Alcântara
· Minha História Eu Mesmo Faço- Edson Gabriel Garcia
· Sonho de uma noite de verão –Ana Maria Machado
· Nazismo – O triunfo da vontade – Alcir Lenharo
· A Majestade do Xingu- Moacir Scliar
· Essa Terra- Antônio Torres
· Nó Na Garganta- Mirna Pinsky
· O Santo Inquérito- Dias Gomes
· Balé do Pato- Paulo Mendes Campos
· O Pagador de Promessas- Dias Gomes
· Quincas Berro D’água- Jorge Amado
· Viva a Poesia- Ulisses Tavares
· Artimanhas de um Coronel- Osvaldo Ventura
· È Preciso Lutar- Avelino Guedes
· Contos e Lendas de Amor-Edição Latino Americana
· Aqui entre nós- Série Sinal Aberto
· Bangüê- José Lins do Rego
· O Nariz e Outras Crônica- Luís Fernando Veríssimo
· Tenda dos Milagres- Jorge Amado
· Vidas Secas- Graciliano Ramos
· Que Brasil é Este- Emir Sadae
· Para Gostar de Ler- Vários autores
· Sombras e Luzes do Meu Caminho - Carlos Almeida
LITERATURA INFANTIL
· A Bruxa da Floresta –- Coleção Amiguinho
· Volpi – Crianças Famosas
· João e Maria -- Contos Clássicos
· A Samariatana – Maria Inês Carniato
Biblioteca da AFA
· Verbo Cívico – Arnaldo Santos e Juarez Leitão
· Coletânea da Legislação Básica – Tribunal de Contas do Município do Estado do Ceará
· Desenvolvimento Endógino – Patrício Vergara
· Criança e Adolescente no Brasil—Ângela Pinheiro
· Bases Para Sua Conduta—Carlos Bernardo Gonzalez
· Caminhando Contra o Vento- Uma Adolescente dos anos 60—Cristina Costa
· Oração e Autoconhecimento –Anselm Grun
· A Proteção do Sagrado—Anselm Grun
· Convivendo com o Mal—Anselm Grun
· As Aventuras da Mercadoria—Anselm Jappe
· História que os Médicos Conta—Edilson Pinheiro
· Obras Completas- Oswald de Andrade
· Quem Mexeu no Meu Queijo—Spencer Johnson
· A Serra de Baturité—Arnóbio de Mendonça
· Almanaque do 50 tões – Tânia Maria Gurgel do Amaral
· A ditadura da Beleza—Augusto Cury
· Crônica de uma Namorada -- Zélia Gattai ( Emprestado)
· A Hora da Estrela – ( Emprestado)
· Dois Amigos e Um chato _ Staniislau Ponte Preta – ( Emprestado)
· A Volta ao Mundo em 80 Dias – Julio Verne ( Emprestado )
· Dimensões da Fé – ( Emprestado)
· Projeto de Vida – Carlos Almeida ( Emprestado)
· Quem Gosta de Mim sou Eu – Beni Alcântara
· Minha História Eu Mesmo Faço- Edson Gabriel Garcia
· Sonho de uma noite de verão –Ana Maria Machado
· Nazismo – O triunfo da vontade – Alcir Lenharo
· A Majestade do Xingu- Moacir Scliar
· Essa Terra- Antônio Torres
· Nó Na Garganta- Mirna Pinsky
· O Santo Inquérito- Dias Gomes
· Balé do Pato- Paulo Mendes Campos
· O Pagador de Promessas- Dias Gomes
· Quincas Berro D’água- Jorge Amado
· Viva a Poesia- Ulisses Tavares
· Artimanhas de um Coronel- Osvaldo Ventura
· È Preciso Lutar- Avelino Guedes
· Contos e Lendas de Amor-Edição Latino Americana
· Aqui entre nós- Série Sinal Aberto
· Bangüê- José Lins do Rego
· O Nariz e Outras Crônica- Luís Fernando Veríssimo
· Tenda dos Milagres- Jorge Amado
· Vidas Secas- Graciliano Ramos
· Que Brasil é Este- Emir Sadae
· Para Gostar de Ler- Vários autores
· Sombras e Luzes do Meu Caminho - Carlos Almeida
LITERATURA INFANTIL
· A Bruxa da Floresta –- Coleção Amiguinho
· Volpi – Crianças Famosas
· João e Maria -- Contos Clássicos
· A Samariatana – Maria Inês Carniato
Dicas de Português

Por Paulo Ramos
Por que o erro é doloroso?
- Errar é humano, mas porque o erro tem que ser tão doloroso assim?
A frase acima era de uma coluna sobre saúde.
Em dado momento, aparecia a questão acima.
O problema é sobre uso de "porque", tema que tem gerado muitas dúvidas nos últimos dias (na verdade, está entre os que mais geram dúvidas).
Quando por ser substituído por "por qual razão", é escrito separado (no fim da frase, é usado acento circunflexo):
- Por que errar é doloroso? = Por qual razão errar é doloroso?
- Errar é doloroso por quê? = Errar é doloroso por qual razão?
- Quero saber por que é doloroso = Quero saber por qual razão é doloroso.
Se a troca não for possível, escreve-se junto:
- Errar é doloroso porque não esperamos viver essa situação.
Revendo o trecho inicial:
- Errar é humano, mas por que o erro tem que ser tão doloroso assim?
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Celebra a tua vida
Itacoeli e Beatriz (Salvador/Ba)


Conta teus anos não pelo tempo, mas pelo que fazes no teu coração.
Não pela amargura de uma dor, mas pela ressurreição que ela traz.
Não pelo número de troféus de tuas conquistas, mas pelo gosto de aventura de tuas buscas.
Não pelas vezes que chegastes, mas pelas vezes que tivestes coragem de partir.
Não pelos frutos que tivestes, mas pelo terreno que preparastes e as sementes que lançastes.
Não pela quantidade dos que te amam, mas pela medida do teu coração capaz de amar a todos.
Não pelos anos que fazes, mas por aquilo que fizestes em teus anos.
Não pelas vezes que celebrastes teu aniversário, mas pelas vezes em que teus aniversários se tornam uma celebração de vida.
Mensagem superior...
Quero externar o mais puro agradecimento pelo empenho diário e sabedoria que trouxe ao mundo, em forma de amor, Sérgio e consequentemente Cássio, Túlio, Fausto e Maria Fernanda.
Esperamos com satisfação sua presença em nosso lar que também é seu.
Parabéns, saúde e paz, um grande abraço,
Itacoeli
Não pela amargura de uma dor, mas pela ressurreição que ela traz.
Não pelo número de troféus de tuas conquistas, mas pelo gosto de aventura de tuas buscas.
Não pelas vezes que chegastes, mas pelas vezes que tivestes coragem de partir.
Não pelos frutos que tivestes, mas pelo terreno que preparastes e as sementes que lançastes.
Não pela quantidade dos que te amam, mas pela medida do teu coração capaz de amar a todos.
Não pelos anos que fazes, mas por aquilo que fizestes em teus anos.
Não pelas vezes que celebrastes teu aniversário, mas pelas vezes em que teus aniversários se tornam uma celebração de vida.
Mensagem superior...
Quero externar o mais puro agradecimento pelo empenho diário e sabedoria que trouxe ao mundo, em forma de amor, Sérgio e consequentemente Cássio, Túlio, Fausto e Maria Fernanda.
Esperamos com satisfação sua presença em nosso lar que também é seu.
Parabéns, saúde e paz, um grande abraço,
Itacoeli
Hormônio pode ser a chave para combater a obesidade
O hormônio leptina, que nos diz se estamos satisfeitos, também regula nossos desejos por certos tipos de alimentos, de acordo com pesquisadores da Universidade Cambridge, no Reino Unido. As descobertas esclarecem porque as pessoas ganham peso e pode levar a novos tratamentos contra obesidade.
Segundo os pesquisadores, o estudo mostrou que pacientes com uma desordem genética rara da falta do hormônio comem menos após receber injeções de leptina. No trabalho, os cientistas mostraram, aos pacientes, figuras de diversos alimentos, desde bolo de chocolate até couve-flor. E mediram com ressonância magnética a atividade do cérebro deles.
Os resultados indicaram que o desejo por comida é motivado biologicamente, e não pela avidez, indicando que, agindo sobre o hormônio, é possível combater a obesidade.
Fonte : Revista Boa Saúde
Segundo os pesquisadores, o estudo mostrou que pacientes com uma desordem genética rara da falta do hormônio comem menos após receber injeções de leptina. No trabalho, os cientistas mostraram, aos pacientes, figuras de diversos alimentos, desde bolo de chocolate até couve-flor. E mediram com ressonância magnética a atividade do cérebro deles.
Os resultados indicaram que o desejo por comida é motivado biologicamente, e não pela avidez, indicando que, agindo sobre o hormônio, é possível combater a obesidade.
Fonte : Revista Boa Saúde
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Beatriz deixa o Hospital
Dr. Arlindo de Almeida Simões, primo e cardiologista de Beatriz.

Vencida a fase aguda da crise pela qual passou, mamãe recebeu alta médica e assim deixou o hospital da UNIMED no último sábado. Com a lucidez plenamente restabelecida, está sendo cuidada com muito carinho por sua sobrinha Aleuda na residência desta.
Ressaltamos e agradecemos a atenção dispensada por todos que a trataram, ao Dr. Herbert e equipe, ele o responsável pela UTI do Hospital, em especial ao cardiologista, nosso primo Arlindo, que dedicou ao caso todo o cuidado possível, sendo inclusive muito atencioso comigo e meus irmãos Flávio e Luciano, informando-me várias vezes através de telefonemas aqui para Salvador e por e-mail sobre a evolução do quadro clínico de sua paciente.
Sérgio Almeida Franco, de Salvador/Ba

Vencida a fase aguda da crise pela qual passou, mamãe recebeu alta médica e assim deixou o hospital da UNIMED no último sábado. Com a lucidez plenamente restabelecida, está sendo cuidada com muito carinho por sua sobrinha Aleuda na residência desta.
Ressaltamos e agradecemos a atenção dispensada por todos que a trataram, ao Dr. Herbert e equipe, ele o responsável pela UTI do Hospital, em especial ao cardiologista, nosso primo Arlindo, que dedicou ao caso todo o cuidado possível, sendo inclusive muito atencioso comigo e meus irmãos Flávio e Luciano, informando-me várias vezes através de telefonemas aqui para Salvador e por e-mail sobre a evolução do quadro clínico de sua paciente.
Sérgio Almeida Franco, de Salvador/Ba
Como fazer comentários no novo Blog
Tenho sido procurado por leitores informando sobre eventuais dificuldades encontradas para postar comentários no Blog.
Recomendo clicar sobre a hora que aparece no final de cada postagem. Automaticamente, abre-se uma “janela” e assim o caminho para escrever e publicar o comentário é encontrado com facilidade.
Sérgio Almeida Franco, Salvador/Ba
Recomendo clicar sobre a hora que aparece no final de cada postagem. Automaticamente, abre-se uma “janela” e assim o caminho para escrever e publicar o comentário é encontrado com facilidade.
Sérgio Almeida Franco, Salvador/Ba
Missa para o Waldo

Sexta-feira, 10/08/2007, em Fortaleza-CE. A manhã estava belíssima, o céu bem azul, na sombra de sapotizeiros centenários foi o local da celebração da missa em comemoração aos 70 anos de idade do Dr. Waldo Pessoa ("in memoriam") e para os pais dos alunos do Instituto Dr. Hélio Góes mantido pela Sociedade de Assistência aos Cegos. Um coral bem ensaiado formado por funcionários, alunos e assistidos da SAC abrilhantou e emocionou a todos. Membros da AFA e autoridades como o ex-governador do Ceará Beni Veras, General Torres de Melo, juizes e promotores de justiça compareceram a linda cerimônia.
O Padre Edson da paróquia do Bairro Cristo Redentor (Pirambu), um dos mais violentos de Fortaleza, relatou no sermão como a escalada da violência está aprisionando os moradores do bairro em suas casas. E também falou sobre o trabalho do Dr. Waldo Pessoa em prol das pessoas carentes e finalizou transmitindo uma linda mensagem para os pais presentes.
A família agradece o carinho de todos.
Enviado por Alexandre Almeida, filho de Waldo e Josélia, de Fortaleza/Ce
O Padre Edson da paróquia do Bairro Cristo Redentor (Pirambu), um dos mais violentos de Fortaleza, relatou no sermão como a escalada da violência está aprisionando os moradores do bairro em suas casas. E também falou sobre o trabalho do Dr. Waldo Pessoa em prol das pessoas carentes e finalizou transmitindo uma linda mensagem para os pais presentes.
A família agradece o carinho de todos.
Enviado por Alexandre Almeida, filho de Waldo e Josélia, de Fortaleza/Ce
Jericoacoara tem charme de vilarejo, dunas acolhedoras, descanso e movimento
Jericoacoara é um vilarejo especial no norte do Ceará que pára para ver o sol se pôr, no mar, em todas as tardes do ano. Moradores e turistas partem de várias ruas ao mesmo tempo, e o ritual se completa no alto da grande duna de areia. Pensando bem, ali o sol não se põe: ele se exibe, dá um show de cores e formas no céu.
Para a duna, antes de anoitecer, convergem os idiomas e sotaques distintos que fazem de Jericoacoara um dos pontos mais internacionais do litoral brasileiro. Ali se conhece quem acabou de chegar, para uma visita de poucos dias, e também os ex-viajantes que nunca mais foram embora. Um caminhoneiro sulista, uma fisioterapeuta européia, esportistas norte-americanos: eles estão lá, junto dos nativos, administrando pousadas e restaurantes.
Ainda sobre a duna, diante de capoeiristas fazendo piruetas na areia e do céu pintado de lilás, rosa e laranja, feito um quadro de Monet gigantesco que a noite logo vai esconder, são agendados passeios, encontros, festas, aulas de windsurfe e jogos de futebol. "A areia corre veloz, escova as pernas, chega até os olhos", escreveu um italiano sobre o lugar. A vila pacata oferece descanso e também movimento.
Descoberta para o turismo nos anos 80, Jericoacoara completa em 2008 a sua primeira década com luz elétrica. Antes, a energia para os serviços básicos de refrigeração e iluminação vinha de geradores a diesel. Ainda não há postes de iluminação pública, caminhadas noturnas precisam contar com adereços charmosos como velas acesas, lanternas ou a própria luz das estrelas. Nas trevas, se você esbarrar num jegue ou cabra, os ruídos de protesto serão inconfundíveis.
Desde 2002, a área de 84 km² que engloba as principais atrações da região, suas praias, dunas, lagoas e restingas, tem o status de Parque Nacional de Jericoacoara, administrado pelo Ibama. Em 1984, Jeri havia sido transformada em APA (Área de Proteção Ambiental), condição que contribuiu para a conservação de sua peculiar paisagem de caatinga e coqueiros nas beiradas do oceano.
Mais dias num lugar desses, rico em panorama humano, permite acompanhar o intenso entra-e-sai, ver o êxtase dos recém-chegados, fazer amigos de distintas nacionalidades e ainda retornar aos restaurantes prediletos. A gastronomia de Jeri está ficando mais sofisticada, até para atender aos que podem se dar o luxo de aterrissar de helicóptero, num trajeto de hora e meia desde a capital cearense.
As dezenas de opções de hospedagem também aprimoraram o conforto. Foi-se o tempo em que todos os chuveiros eram frios. Agora existem terraços privativos, jardins ornamentais, jacuzzi, camas king-size, ar-condicionado, decoração com motivos étnicos. Mesmo as pousadas mais simples oferecem redes, café-da-manhã com granola na varanda e a sombra daqueles cajueiros que tornam doce todo o aroma em volta.Trata-se de um vilarejo tão fora do comum que vale a pena planejar uma chegada em grande estilo, e não precisa ser de helicóptero.
Desde Fortaleza, prefira o ônibus da noite, que em Jijoca passará o bastão e os passageiros para uma jardineira cruzar as dunas na madrugada. Na confusão dos contornos, os morros de areia iluminados pelas estrelas parecem se espichar, colados às nuvens do céu.
Fonte : UOL
domingo, 12 de agosto de 2007
Pais para toda obra
Roberto de Oliveira
Para pensar durante o almoço de hoje: se tivesse de descrever seu pai ao longo da vida, quantas versões ele teria?
Na infância, costumamos pintá-los com cores e poderes de super-herói. Quando te colocava no colo, fazia aviãozinho ou te protegia daqueles monstros que viviam debaixo da cama, lembra?
Com as primeiras espinhas, vêm também as primeiras discussões. A admiração incondicional cede lugar ao confronto -de idéias, de gostos, de objetivos. Autonomia financeira conquistada (e contas a pagar debaixo do braço), a jornada segue sem a diligência do pai.
A ânsia pela independência que acompanhou as espinhas se transforma em saudade, mas o turbilhão da vida adulta lhe toma até o tempo de sentir -por vezes, até de telefonar.Ainda que relute, chega o dia em que alguém te chama de pai (e hoje se pode ser pai mesmo sendo mãe). E então o mundo muda, você muda e, de repente, ele também mudou.
De modelo passou a espelho, e você se vê repetindo com os seus o que ele fazia quando te chamava de meu.É esse convívio em etapas que determina os diferentes laços que se estabelecem entre pais e filhos durante a vida.
"Quando chega à paternidade, o filho tem de estar em paz com os conflitos que teve com o pai para exercê-la bem", diz Jonia Lacerda, 48, psicóloga supervisora do Instituto de Psiquiatria da USP.Não importa como se exerça essa "profissão", ela sempre terá resquícios impressos pelo progenitor. "Os filhos reproduzem a figura paterna tanto para o lado positivo como para o negativo", diz a terapeuta Magdalena Ramos, 68, professora do Núcleo de Casal e Família da PUC-SP.
Quanto mais etapas se completam mais lembranças se acumulam. E nem sempre elas são doces. Uma surra ou uma discussão podem deixar o mesmo tipo doloroso de ferida. Que, às vezes, cicatriza em demasia, a ponto de endurecer a carne. Nessa hora, o livre-arbítrio permite escolher que parte da história (e do pai) se quer perpetuar.
"Como dizia Jacques Lacan, é necessário servir-se do pai para prescindir dele", lembra o psiquiatra e psicanalista Ariel Bogochvol, 49, da USP. "O pai é uma referência necessária, um elemento simbólico que constrói valores como herança. Para que o filho possa criar sua própria autoria."
Para pensar durante o almoço de hoje: se tivesse de descrever seu pai ao longo da vida, quantas versões ele teria?
Na infância, costumamos pintá-los com cores e poderes de super-herói. Quando te colocava no colo, fazia aviãozinho ou te protegia daqueles monstros que viviam debaixo da cama, lembra?
Com as primeiras espinhas, vêm também as primeiras discussões. A admiração incondicional cede lugar ao confronto -de idéias, de gostos, de objetivos. Autonomia financeira conquistada (e contas a pagar debaixo do braço), a jornada segue sem a diligência do pai.
A ânsia pela independência que acompanhou as espinhas se transforma em saudade, mas o turbilhão da vida adulta lhe toma até o tempo de sentir -por vezes, até de telefonar.Ainda que relute, chega o dia em que alguém te chama de pai (e hoje se pode ser pai mesmo sendo mãe). E então o mundo muda, você muda e, de repente, ele também mudou.
De modelo passou a espelho, e você se vê repetindo com os seus o que ele fazia quando te chamava de meu.É esse convívio em etapas que determina os diferentes laços que se estabelecem entre pais e filhos durante a vida.
"Quando chega à paternidade, o filho tem de estar em paz com os conflitos que teve com o pai para exercê-la bem", diz Jonia Lacerda, 48, psicóloga supervisora do Instituto de Psiquiatria da USP.Não importa como se exerça essa "profissão", ela sempre terá resquícios impressos pelo progenitor. "Os filhos reproduzem a figura paterna tanto para o lado positivo como para o negativo", diz a terapeuta Magdalena Ramos, 68, professora do Núcleo de Casal e Família da PUC-SP.
Quanto mais etapas se completam mais lembranças se acumulam. E nem sempre elas são doces. Uma surra ou uma discussão podem deixar o mesmo tipo doloroso de ferida. Que, às vezes, cicatriza em demasia, a ponto de endurecer a carne. Nessa hora, o livre-arbítrio permite escolher que parte da história (e do pai) se quer perpetuar.
"Como dizia Jacques Lacan, é necessário servir-se do pai para prescindir dele", lembra o psiquiatra e psicanalista Ariel Bogochvol, 49, da USP. "O pai é uma referência necessária, um elemento simbólico que constrói valores como herança. Para que o filho possa criar sua própria autoria."
Meu pai
Estóico, em seu silêncio de amarguras,
Findou-se um dia, devagar, sem um lamento,
Como uma luz de vela que chegasse ao fim . . .
Subitamente, como num encantamento,
acendeu-se uma luz dentro de mim . . .
E na felicidade ou desventuras,
O seu calor consola, seu brilho enaltece
Essa saudade que com o tempo só cresceu . . .
É um puro e grande amor que não esquece
Quem teve um Pai amigo como eu ...
A L C Y R
Findou-se um dia, devagar, sem um lamento,
Como uma luz de vela que chegasse ao fim . . .
Subitamente, como num encantamento,
acendeu-se uma luz dentro de mim . . .
E na felicidade ou desventuras,
O seu calor consola, seu brilho enaltece
Essa saudade que com o tempo só cresceu . . .
É um puro e grande amor que não esquece
Quem teve um Pai amigo como eu ...
A L C Y R
Desejo - Carlos Drumond de Andrade
Desejo a você...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel...
E muito carinho meu.
Dono de uma lira sensível e autor de textos emblemáticos da literatura brasileira, Drummond , nascido em Itabira/Minas Gerais em 31 de outubro de 1.902, faleceu em 17 agosto de 1987, aos 85 anos, deixando em silêncio uma legião de admiradores. Funcionário público de conduta discreta, tímido nas palavras e gestos como um bom mineiro, Drummond preferia externalizar seus sentimentos através dos livros. Mais popular poeta modernista, em 60 anos de carreira, deixou como testamento cerca de 40 títulos.
Além de poeta formidável, Carlos Drummond de Andrade foi um cronista de talento, tendo diversos textos publicados na imprensa, entre os anos de 1920 e 1984. Crônicas onde, segundo o próprio poeta, “registrava o cotidiano e o comentava com possível bom humor para não aumentar a tristeza e a inquietação das pessoas”.
sábado, 11 de agosto de 2007
Afa KIDS

Adivinhação
Um jovem médico tinha o dom de saber que o paciente ia sentir dor antes mesmo dela surgir, então ele já receitava o remédio para a pessoa não sentir dor no futuro. Passados alguns anos, este médico se aposentou. Qual era o nome do filme?R:”O ex-Termina Dor do Futuro”.
O ladrão entrou em uma igreja e roubou um sino. Depois ele passou em uma padaria e colocou o sino no forno. Qual o nome do filme?R.: "O assa sino".
Um homem caiu de uma rocha. Qual é o nome dele?R.: Caio Rolando da Rocha.
Um homem entrou em uma vidraçaria e roubou dois copos. Qual é o nome do filme?R.: "Robo copos 2".
Dez meninos compraram um saquinho de balas do tipo "mentos", subiram numa árvore e começaram a tacar as balas em todo mundo que passava pela rua. Qual o nome do filme?R.: "Os dez manda-mentos'.
Uma mulher corre atrás de um cão com uma agulha. Qual o nome do filme?R.: "Hilda Fura-cão".
No país das pizzas, as ervilhas expulsaram os aliches. Qual é o nome do filme?R.: "Aliches no país das más ervilhas".
Robim vivia batendo e pregando peças em seu irmão, João. Certo dia, João foi reclamar com sua mãe. Qual é o nome do filme?R.:"Bate, mãe, em Robim!"
Um garoto tinha um gato chamado Tido. Toda noite o Tido dormia em um cesto. Um belo dia, o garoto foi ver o gatinho e ele não estava mais lá. Qual é o nome do filme?R.: "O cesto sem Tido".
Um homem tinha como profissão cuidar de ursos. Certo dia, ele largou a profissão. Qual o nome do filme?R.: "O ex-ursista".
Um cachorro passou em frente ao cinema e viu muita pedra, areia e tijolo. Qual era o filme que estava passando? R.: nenhum. O cinema estava em obras.
Perdidos na selva.
Havia uma família perdida na selva. Depois de 40 dias eles encontraram um lago e todos tomaram banho, menos a avó. Eles prosseguiram e depois de outros 40 dias encontraram outro lago. Novamente, todos tomaram banho, menos a avó. Qual é o nome do filme? R.: Avó tá imunda em 80 dias
Um jovem médico tinha o dom de saber que o paciente ia sentir dor antes mesmo dela surgir, então ele já receitava o remédio para a pessoa não sentir dor no futuro. Passados alguns anos, este médico se aposentou. Qual era o nome do filme?R:”O ex-Termina Dor do Futuro”.
O ladrão entrou em uma igreja e roubou um sino. Depois ele passou em uma padaria e colocou o sino no forno. Qual o nome do filme?R.: "O assa sino".
Um homem caiu de uma rocha. Qual é o nome dele?R.: Caio Rolando da Rocha.
Um homem entrou em uma vidraçaria e roubou dois copos. Qual é o nome do filme?R.: "Robo copos 2".
Dez meninos compraram um saquinho de balas do tipo "mentos", subiram numa árvore e começaram a tacar as balas em todo mundo que passava pela rua. Qual o nome do filme?R.: "Os dez manda-mentos'.
Uma mulher corre atrás de um cão com uma agulha. Qual o nome do filme?R.: "Hilda Fura-cão".
No país das pizzas, as ervilhas expulsaram os aliches. Qual é o nome do filme?R.: "Aliches no país das más ervilhas".
Robim vivia batendo e pregando peças em seu irmão, João. Certo dia, João foi reclamar com sua mãe. Qual é o nome do filme?R.:"Bate, mãe, em Robim!"
Um garoto tinha um gato chamado Tido. Toda noite o Tido dormia em um cesto. Um belo dia, o garoto foi ver o gatinho e ele não estava mais lá. Qual é o nome do filme?R.: "O cesto sem Tido".
Um homem tinha como profissão cuidar de ursos. Certo dia, ele largou a profissão. Qual o nome do filme?R.: "O ex-ursista".
Um cachorro passou em frente ao cinema e viu muita pedra, areia e tijolo. Qual era o filme que estava passando? R.: nenhum. O cinema estava em obras.
Perdidos na selva.
Havia uma família perdida na selva. Depois de 40 dias eles encontraram um lago e todos tomaram banho, menos a avó. Eles prosseguiram e depois de outros 40 dias encontraram outro lago. Novamente, todos tomaram banho, menos a avó. Qual é o nome do filme? R.: Avó tá imunda em 80 dias
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Solidão
TRECHO DE UMA ENTREVISTA DO CHICO BUARQUE, ONDE ELE DEFINIU SOLIDÃO
Enviado por Maria Luíza de Abreu Sobral (foto), sobrinha da Itacoeli, muito querida por todos daqui de casa, Fortaleza/Ce
“Solidão não é falta de gente para conversar, namorar ou fazer sexo...
Isto é carência!
Isto é carência!
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos, que não podem mais voltar...
Isto é saudade!
Solidão não é o retiro voluntário que agente se impõe, ás vezes para realinhar os pensamentos...
Isto é equilibrio!
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente....
Isto é um princípio da natureza!
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
Isto é circunstância!
Solidão é muito mais do que isto.....
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma”.
A última obra-prima
Embora freqüentemente não consigamos entender o sofrimento, sempre é possível enfrentá-lo com sentido. É o que se torna evidente no relato a seguir:
Visitei, certa vez, um hospício para doentes de AIDS na Sicília. Os inquilinos, na sua maioria, eram rapazes ou jovens que, quando adolescentes, haviam sido seduzidos ao vício e contraído o vírus da AIDS. Por serem “drogados”, suas relações familiares e de amizade há muito estavam rompidas. Muitos deles também haviam cometido crimes e estavam presos. Com o avanço da doença, não havia mais nada que os médicos pudessem fazer por eles. Como não tinham casas que os pudessem acolher, para a fase terminal haviam sido transferidos para o hospício.
Quem já trabalhou com doentes de AIDS sabe que a fase terminal é extremamente dolorosa, além de muito humilhante, por causa das constantes diarréias. Os jovens ainda apresentavam belos rostos, mas seus corpos estavam muito debilitados, por vezes sacudidos por cãibras. Pior que tudo, no entanto, era a falta de esperança e de resignação, o ter que esperar passivamente a morte, contra a qual se rebelavam com todas as suas fibras.
Diante disso, os auxiliares do hospício, que tinham formação logoterapêutica, conseguiram introduzir uma experiência-piloto. Sob a direção de um artista russo, residente no local, conseguiram abrir uma oficina de pintura de ícones. Cada enfermo podia determinar o tamanho da placa de madeira que iria pintar, de conformidade com as forças que ainda julgava possuir. O tema da pintura também podia ser escolhido com liberdade, não precisava ser um tema religioso. Além de anjos e madonas, foram pintadas também paisagens, cenas das aldeias onde haviam crescido ...
Depois, todos os que quiseram – e todos quiseram! – começaram a pintar seus ícones. Cada um recebia regularmente orientação artística, e se necessário suportes e armações para poderem pintar sem levantar-se da cama. Aprenderam a misturar as cores, a aplicar finas camadas de verniz sob as quais transpareciam com suavidade as listras da madeira, a estampar camadas de ouro e prata. Apesar da fraqueza, os doentes dedicaram-se à pintura com incrível dedicação e desapego.
Cada um foi solicitado ainda a dedicar seu ícone a uma pessoa, que iria recebê-lo depois que ele morresse. Por exemplo, a alguém que ele amou um dia, ou a quem desejava pedir perdão. Ocorreram aqui cenas tocantes. Um jovem doente de AIDS, por exemplo, dedicou a seu pai o ícone em que trabalhou com afinco, embora há anos o pai nada mais quisesse saber do filho viciado em drogas. Outros dedicaram seus ícones aos que cuidavam deles no hospício, como agradecimento por essa “última ajuda”. Estes ganharam um lugar de honra no corredor da instituição.
Doze meses depois, qual o balanço da experiência-piloto? Três coisas:
Desde que a pintura icônica foi introduzida no hospício, só foi consumida a metade dos analgésicos que se consumiam antes. Prova de que os enfermos, por algum tempo, “esqueciam” suas dores.
Desde que a pintura icônica foi introduzida, deixaram de existir os terríveis gritos de agonia mortal que antes abalavam a casa. Prova de que os enfermos puderam morrer mais reconciliados.
O que mais impressionou, no entanto, foi que durante os doze meses da experiência-piloto ninguém morreu sem antes haver concluído seu ícone. Prova da triunfal vitória do espírito sobre a enfermidade do corpo.
Lição a tirar daí: a quem estiver gravemente enfermo pode-se recomendar que, por medo da morte, não perca a coragem de viver com sentido. Pelo contrário: precisamente por causa da morte próxima comecem a criar sua própria “obra-prima”, seja em que for que ela consista. Não lhes há de faltar tempo para isso.
Texto de Elisabeth Lukas: O Sentido do Momento Presente, p. 82-85
Tradução de Carlos Almeida – 10.08.2007
Visitei, certa vez, um hospício para doentes de AIDS na Sicília. Os inquilinos, na sua maioria, eram rapazes ou jovens que, quando adolescentes, haviam sido seduzidos ao vício e contraído o vírus da AIDS. Por serem “drogados”, suas relações familiares e de amizade há muito estavam rompidas. Muitos deles também haviam cometido crimes e estavam presos. Com o avanço da doença, não havia mais nada que os médicos pudessem fazer por eles. Como não tinham casas que os pudessem acolher, para a fase terminal haviam sido transferidos para o hospício.
Quem já trabalhou com doentes de AIDS sabe que a fase terminal é extremamente dolorosa, além de muito humilhante, por causa das constantes diarréias. Os jovens ainda apresentavam belos rostos, mas seus corpos estavam muito debilitados, por vezes sacudidos por cãibras. Pior que tudo, no entanto, era a falta de esperança e de resignação, o ter que esperar passivamente a morte, contra a qual se rebelavam com todas as suas fibras.
Diante disso, os auxiliares do hospício, que tinham formação logoterapêutica, conseguiram introduzir uma experiência-piloto. Sob a direção de um artista russo, residente no local, conseguiram abrir uma oficina de pintura de ícones. Cada enfermo podia determinar o tamanho da placa de madeira que iria pintar, de conformidade com as forças que ainda julgava possuir. O tema da pintura também podia ser escolhido com liberdade, não precisava ser um tema religioso. Além de anjos e madonas, foram pintadas também paisagens, cenas das aldeias onde haviam crescido ...
Depois, todos os que quiseram – e todos quiseram! – começaram a pintar seus ícones. Cada um recebia regularmente orientação artística, e se necessário suportes e armações para poderem pintar sem levantar-se da cama. Aprenderam a misturar as cores, a aplicar finas camadas de verniz sob as quais transpareciam com suavidade as listras da madeira, a estampar camadas de ouro e prata. Apesar da fraqueza, os doentes dedicaram-se à pintura com incrível dedicação e desapego.
Cada um foi solicitado ainda a dedicar seu ícone a uma pessoa, que iria recebê-lo depois que ele morresse. Por exemplo, a alguém que ele amou um dia, ou a quem desejava pedir perdão. Ocorreram aqui cenas tocantes. Um jovem doente de AIDS, por exemplo, dedicou a seu pai o ícone em que trabalhou com afinco, embora há anos o pai nada mais quisesse saber do filho viciado em drogas. Outros dedicaram seus ícones aos que cuidavam deles no hospício, como agradecimento por essa “última ajuda”. Estes ganharam um lugar de honra no corredor da instituição.
Doze meses depois, qual o balanço da experiência-piloto? Três coisas:
Desde que a pintura icônica foi introduzida no hospício, só foi consumida a metade dos analgésicos que se consumiam antes. Prova de que os enfermos, por algum tempo, “esqueciam” suas dores.
Desde que a pintura icônica foi introduzida, deixaram de existir os terríveis gritos de agonia mortal que antes abalavam a casa. Prova de que os enfermos puderam morrer mais reconciliados.
O que mais impressionou, no entanto, foi que durante os doze meses da experiência-piloto ninguém morreu sem antes haver concluído seu ícone. Prova da triunfal vitória do espírito sobre a enfermidade do corpo.
Lição a tirar daí: a quem estiver gravemente enfermo pode-se recomendar que, por medo da morte, não perca a coragem de viver com sentido. Pelo contrário: precisamente por causa da morte próxima comecem a criar sua própria “obra-prima”, seja em que for que ela consista. Não lhes há de faltar tempo para isso.
Texto de Elisabeth Lukas: O Sentido do Momento Presente, p. 82-85
Tradução de Carlos Almeida – 10.08.2007
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